Abajur Lilás estreia no dia 09 de julho no Teatro Nair Bello

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Matéria: Divulgação
Foto: Francisco Junior

Nesse ano de 2014 que marca os 15 anos da morte do autor Plínio Marcos e 50 anos do início da Ditadura Militar no Brasil a Companhia Triptal, dirigida pelo ator e diretor André Garolli, remonta “Abajur Lilás” um dos mais consagrados textos de Plínio Marcos. Essa nova montagem que estreia no dia 09 de julho no Teatro Nair Bello tem no elenco os atores Fernanda Viacava, Isadora Ferrite, Josemir Kowalick, Daniel Morozetti e Carol Marques.

A história acontece em um prostíbulo em que vítimas do autoritarismo do cafetão Giro, as prostitutas Dilma, Célia e Leninha, na sua insubmissão, encarnam diferentes forças atuantes dentro de uma sociedade fictícia. Um ambiente onde os jogos de poder e os conflitos de interesses podem reduzir o valor da vida a menos que um abajur lilás.

Dando continuidade aos temas abordados nos projetos Homens ao Mar (Rumo a Cardiff, Zona de Guerra, Longa Viagem de Volta pra Casa, Luar sob o Caribe) e Homens à Margem (O Macaco Peludo e Dois Perdidos numa Noite Suja); Abajur Lilás, dentro do projeto Homens à Deriva (As Moças e Histórias dos Porões), retoma tanto o problema social quanto o existencial numa dimensão histórica dos dramas enfrentados pelos trabalhadores na sociedade capitalista. Em cena: a luta pela sobrevivência, a solidão nas grandes metrópoles, o trabalho precarizado, o subemprego, a situação de abandono, o individualismo e o narcisismo dos próprios operários, a circularidade entre o “bem” e “mal”, a exposição dos preconceitos sociais, a busca pelo “caminho fácil” do crime, a prostituição, o desânimo, a crueldade, a violência. Há no conflito entre as personagens uma afirmação crítica sobre a dissolução das classes, que almeja uma solução no sentido de exemplificar a justiça que será um dia o homem atingir a igualdade perante o homem.

Segundo André Garolli, “nas peças de Plínio Marcos, avultam como temas a solidão e a decadência humana, o círculo vicioso da tortura mútua e a absoluta falta de sentido nas vidas degradadas, o beco sem saída da miséria e a violência, a super exploração do trabalho humano e a morte prematura como horizonte permanente. Sobressaem, portanto, sujeitos sociais distintos, marcados pela tragédia individual e coletiva. Grande parte da sua dramaturgia foi escrita e concretizada num contexto histórico específico — o autoritarismo. A dimensão do regime ditatorial foi devastadora: prisões, torturas, cassação de direitos civis, assassinatos, censuras, traumas, ausência e aniquilamento da memória. Entretanto, o que deve ser enfatizado é que o horror da repressão foi vivido no país e é pelo exposto que sustento a idéia de que não há como analisar as obras dramáticas desse autor sem o entendimento do regime de opressão ao qual estiveram submetidos os cidadãos brasileiros.”

“Dessa forma, estudar o período da ditadura brasileira e contextualizá-lo a partir das obras de Plínio Marcos permite não apenas conhecer, mas também entender melhor o porquê de se retratar as personagens marginalizadas e os motivos pelos quais elas se fizeram centro da dramaturgia pliniana. O autor assume a responsabilidade de colocar em questionamento “o passado não dito”, fazendo de suas personagens objeto de questionamento do momento presente”, argumenta Josemir Kowalick, ator e produtor da peça.

“A questão do “poder” se converte num dos aspectos centrais da dramaturgia, fazendo com que possamos questionar a tipologia das classes sociais. A idéia de múltiplas explorações permite pensar a existência de localizações contraditórias de classe, que podem ser simultaneamente exploradas por um mecanismo e por outros. Neste sentido, observa-se que o exercício do poder assume facetas diferenciadas, podendo ser lido como micro-poderes que se instalam”, completa André Garolli

O projeto Homens à Deriva:

O Projeto contempla a encenação de peças teatrais cujo tema principal é a discussão sobre o que foi e quais as consequências do golpe militar de 64 nos dias de hoje tendo como foco principal desenvolver uma análise sobre a importância das manifestações artísticas que se verifica durante a ditadura militar, e a maneira como estas se inserem no contexto histórico de sua produção, oferecendo-nos um repertório para análise desta época. Composto das seguintes peças:

· As Moças, de Isabel Câmara; estreou em abril de 2014, no Teatro dos Parlapatões e cumpre temporada atualmente no Teatro Augusta.

· Abajur Lilás, de Plinio Marcos, previsão de estreia para julho de 2014.

· Histórias dos Porões, de Analy Alvarez, com previsão de estreia para outubro de 2014.

· Not About Nitghgales, de Tennessee Willians, projeto coral, com previsão de estreia para novembro de 2014.

Ficha técnica:
Autor: Plínio Marcos
Direção: André Garolli
Elenco: Fernanda Viacava, Isadora Ferrite, Josemir Kowalick, Daniel Morozetti e Carol Marques
Cenário: André Garolli
Figurino: Olivia Arruda Botelho
Luz: Rodrigo Alves
Caracterização: Beto França
Preparação corporal: Tiago Antunes
Fotos: Francisco Junior
Assessoria de imprensa: Fabio Camara
Realização: Cia. Triptal

Serviço:
• Abajur  Lilás (de 09 de julho até 14 de agosto)

Gênero: Drama
Duração:
80 minutos
Ingressos: R$ 30,00
Quando: Quartas e quintas (21h)
Local:
Teatro Nair Bello (Rua Frei Caneca, 569, Consolação – Shopping Frei Caneca, 3º piso)
Censura: 16 anos

Histórico da Cia. TRIPTAL:
Projeto Homens à Margem, composto por dois espetáculos e quatro leituras encenadas:
Espetáculo “Dois Perdidos numa Noite Suja”
Espetáculo “Macaco Peludo”
Leituras encenadas: “Neblina”, “Oléo”, “Sede” e “Onde a Cruz está Marcada”

Premiação:
Melhor espetáculo em espaço convencional – Cooperativa Paulista de Teatro;
Honra ao Mérito da Crítica do Festival de Porto Alegre;
Carta Meritória do Estado São Paulo pela contribuição na formação de público.

Projeto Homens Ao Mar, composto de 04 espetáculos:
Espetáculo LONGA VIAGEM DE VOLTA pra CASA-direção André Garolli;
Espetáculo ZONA DE GUERRA-direção André Garolli (Premio APCA de Melhor Espetáculo);
Espetáculo CARDIFF – direção André Garolli (Premio Shell de Melhor Cenário);
Espetáculo LUAR SOBRE O CARIBE – direção André Garolli.

Premiação:
2006 – Zona de Guerra;
Prêmio APCA de melhor espetáculo- 2006;
2007 – RUMO A CARDIFF, de Eugene O’Neill;
03 Indicações prêmio SHELL de Teatro;
Prêmio Shell de Melhor Cenário- 2007.

Projeto Maria Clara Clareou, composto por 7 espetáculos:
2002 – CAVALHINHO AZUL, de Maria Clara Machado;
1999 – A BRUXINHA QUE ERA BOA, de Maria Clara Machado;
1998 – A GATA BORRALHEIRA, de Maria Clara Machado;
1997 – O RAPTO DAS CEBOLINHAS, de Maria Clara Machado;
1996 – TRIBOBÓ CITY, de Maria Clara Machado;
1995 – O BOI E O BURRO A CAMINHO DE BELÉM, de Maria Clara Machado;
1994 – A MENINA E O VENTO, de Maria Clara Machado.

Premiação:
02 Prêmios APETESP;
03 Prêmios Mambembe de Teatro;
02 Prêmios Panamco.

Equipe:

André Garolli

Na televisão, destaca-se junto ao núcleo de dramaturgia da TV Globo, atuando nas novelas Amor a Vida, Fina Estampa, Guerra dos Sexos, e nas miniséries: Lara com Z, Cinquentinha e Na Forma da Lei , com direção de Wolf Maya e Mauro Mendonça Filho.

No teatro atua no Grupo TAPA há mais de 20 anos, tendo como principais espetáculos, dirigidos por Eduardo Tolentino: Credores, Doze Homens, Vestir os Nus, Cloaca, A Mandrágora, Ivanov, A Serpente, Vestido de Noiva, Megera Domada, além de trabalhar com nomes como Hector Babenco, Rui Guerra, Bibi Ferreira, Fauzi Arap, Juca de Oliveira, Roberto Lage, Fulvio Stefanini, entre outros.

Ministra aulas de interpretação para TV e Teatro desde 1996, atualmente trabalhando na Escola Wolf Maya de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Diretor artistíco da Cia Triptal há 22 anos, dentre seus principais trabalhos estão: Dois Perdidos numa Noite Suja, de Plínio Marcos; e o projeto Homens ao Mar, baseado em textos de Eugene O’ Neill; premiado no APCA e premio Shell, tendo participado do Festival Internacional de Chicago e o projeto infantil Maria Clara Clareou, agraciado com os premios Coca Cola APETESP e Mambembe.

Fernanda Viacava:

Em cinema, atuou nos longas: Caju com Pizza, direção de Francisco Ramalho; Uma Noite em Sampa, direção de Ugo Giorgetti; Do Lado de Fora, direção de Alexandre Carvalho; Amador, direção de Cristiano Burlan; Salve Geral, direção Sergio Rezende; O Menino da Porteira, direção de Jeremias Moreira; Quanto Dura o Amor? direção de Roberto Moreira; Domésticas – O Filme, direção de Fernando Meirelles e nos curtas: O Espelho, direção de Gustavo Raolino; O Homem do Saco, direção de Bruno Primor; Calíope, direção de Helena Guerra; O Controle do Zumbi, direção de Gabriel Marzzinoto; De Resto, direção de Daniel Chaia, entre outros. Ex diretora do departamento de cinema do Pólo de cinema de Paulínia e do Festival de Cinema de Paulínia.

No teatro, dentre os espetáculos nos quais atuou estão Dançando em Lúnassa, de Brian Friel e Balanganguéri, o Lugar onde ninguém mais ri de Tom Murphy, ambos com direção Domingos Nunes; Isso é O Que Ela Pensa, direção de Alexandre Tenório; As Três Mulheres Sabidas, direção André Garolli e Luciana Viacava; com direção Eduardo Tolentino, no grupo TAPA, atuou em As Viúvas, Contos de Sedução, Camaradagem, Vestir os Nus e Amargo Siciliano de Luigi Pirandello, Réquiem de Hanoch Levin, direção Francisco Medeiros; Dotoréia, direção Brian Penido Ross; Os Cafundó, direção de Francisco Bretas; O Prodígio do Mundo Ocidental, direção de Ariela Goldman, Nada mais foi dito nem Perguntado, direção de Marco Antonio Rodrigues e Malkhut, direção de Denise Weinberg, A Maldição do Vale Negro, direção Dagoberto Feliz.

Em televisão atuou na série Pedro e Bianca, Dir. Roberto Moreira e Tata Amaral, Tv Cultura; na minissérie João Miguel , Dir. André Garolli, TV Cultura e no teleteatro: O Telescópio, Dir. Eduardo Tolentino, TV Cultura. Pílulas poéticas, Dir. Fabio Malavoglia – TV Sesc.

Isadora Ferrite:

No teatro atuou em “Dançando em Lúnassa” de Bryan Friel, direção: Domingos Nunez“, Balanganguéri”, de Tom Murphy direção Domingos Nunez, “3 Casas” texto e direção: Gabriela Rabelo, Paulo Faria e Calixto de Inhamuns, dos contos de Alfredo Mesquita, “O Primo Basílio– O Musical” de Eça de Queiroz, direção: Dan Rosseto, “Labirinto Reencarnado” texto e direção: Paulo Faria “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” texto e direção: Vladimir Capella, “Os Crimes de Preto Amaral”, texto e direção: Paulo Faria , “Os Justos”, texto: Albert Camus, direção: Roberto Lage, “Re-bentos”, texto e direção: Paulo Faria, “A Mancha Roxa”, texto: Plínio Marcos, direção: Roberto Lage, “Os Sertões”, de Euclydes da Cunha, direção: José Celso Martinez Corrêa.

Em TV participou de “Garota Zen”, episódio de “Super Sincero”, do “Fantástico”. Rede Globo, “Morando Sozinho”, 03 episódios do seriado da Multishow, “Destino SP”, seriado da HBO produzido pela O2 e “Beleza SA”. Seriado da GNT, produzido pela O2

Josemir Kowalic:

Ator formado em Artes Cênicas, com especialização no método Stanislawski pela Escola de Arte Dramática de Moscou.

Como Diretor, desenvolveu projetos e montagens como: Toda Nudez Será Castigada, O Monólogo da Velha Apresentadora, Atire a Primeira Pedra, Traições, As Mulheres de Shakespeare, A Margem do Desejo e Gritos Andaluzes.

É professor desde 1998, tendo passado pela reformulação pedagógica de uma escola de Teatro de São Paulo e acompanhado do princípio o surgimento da Escola de Atores Wolf Maya.

É o Coordenador Pedagógico da Escola Wolf Maya e Professor das disciplinas de Interpretação Teatral e Improvisação.

Como ator atuou em Mulher Sem Pecado, de Nelson Rodrigues. Direção: Alder Teixeira (1986), Diálogos – (Coletânea). Direção: Jorge Clark (1990), Novela Brasil, concepção e direção de Miguel Horta (1991), Exercício da Loucura – (Coletânea). Direção: Miguel Horta (1992), O Corvo e as Flores do Mal, de Oscar Wilde. Adaptação e Direção: Miguel Horta, A Importância de Ser Prudente, de Oscar Wilde. Direção: Carminda Mendes André, Hoje Tem Nelson Rodrigues – Fragmentos da obra de Nelson Rodrigues. Direção: Alex Capelossa (1994), Uma Peça por Outra, de Jean Tardieu. Direção: Guilherme Sant`ana (1995), O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind. Direção: Lineu Carlos Constantino, Fogo Morto, de José Lins do Rego. Direção: Flávio Melo (1995), A Gaivota, de Anton Tchecov. Direção: Adgur M. Kove (1996), Aurora da Minha Vida, Naum Alves de Souza. Direção: Amélia Bittencourt O Sol Está Quente e a Água Está Ótima, de Emilio Boechat. Direção: Ariel Moshe, O Padre, O Anjo e O Capeta, de Alberto Santos. Direção: Edson Santana e Josemir Kowalick (1998), O Grande Dia – Adaptação de contos de “A Vida Como Ela É” de Nelson Rodrigues Direção: Marco Antonio Braz, O Inspetor, Adaptação livre da obra de Nikolai Gogol, Direção; Hudson Glauber e Josemir Kowalick.

Daniel Morozetti:

Na Televisão atuou nas novelas: “Chiquititas “, “Vende-se um Véu de Noiva”, “Maria Esperança”, no SBT ; em “Cidadão Brasileiro” na Rede RECORD.

No Cinema atuou em Sobrecarga Linha – Curta Metragem – Direção e Roteiro: Júlio Wong; Signo da Cidade – Longa Metragem – Roteiro: Bruna Lombardi – Direção: Carlos Alberto Ricceli; Bodas de Papel – Longa Metragem – Direção: André Sturm; Crônicas de Veríssimo – Curta Metragem – Produção e Direção: FAAP.

Em Musicais, atuou em: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Adaptação e Direção: Vladimir Capella, Indicado ao Prêmio COCA-COLA FEMSA de melhor Ator em 2003; Parada Disney – Direção- Claude Smith III.

Em Teatro atuou em: A Jornada de Orfeu – Processo de pesquisa de doutorado da USP, Covil da Beleza – Edu Ruiz; O casamento do Pequeno Burguês – Texto – Bertold Brecht; Inês – Gil Vicente – Cia dos Ícones; Eu sei que vou te amar – Direção: Ewerton de Castro; Jaguar Cibernético – Direção: Francisco Carlos; Jardim Inverso – Direção: Paulo Faria – Cia Pessoal do Faroeste; IBEJIS – Direção: Paulo Faria – Cia Pessoal do Faroeste; Os Crimes De Preto Amaral – Direção: Paulo Faria – Cia Pessoal do Faroeste; Filosofia na Alcova – Texto – Marquês de Sade – Adaptação e Direção: Rodolfo Garcia Vazques – Cia. Os Satyros; De Profundis, Texto – Oscar Wilde – Adaptação e Direção: Rodolfo Garcia Vazques – Cia. Os Satyros; Miranda – Texto e Direção: Vladimir Capella; Amores do Mar, Direção e Concepção: Egbert Mesquita; Romeo e Julieta, Direção: Egbert Mesquita.

Caroline Marques da Costa:

Em cinema atuou nos curta metragens: O Aquário, Dir. Hudson Glauber; Clara, Dir. Claudia Pinheiro; Sonhos brancos, Dir. Gustavo Raulino; Dissonâncias, Dir. Anderson Franco; Prelúdio da solidão, Dir. Anderson Franco; Na medida do possível, Dir. Guilherme Valle; Pesadelo de Elisa, Dir. Lina França; La Mecanique du Coeur, Dir.Nathalie Madjar e Adriana Hernandes; Dentro de mim um canto louco, Dir. Calos Nórcia; Repensando Clara, Dir. Danilo Godoy; Alguns Segundos, Dir. Alexandre Bellelis; High School Vampire, Dir. Adolpho Veloso.

Em teatro atuou em: Tempo de Comédia, de Alan Ayckbourn – Dir. Ruy Cortez; A Baby-Sitter, de René De Obaldia – Dir. Marcelo Marcus Fonseca; O Balcão, de Jean Genet – Dir. Marcelo Marcus Fonseca; São Paulo Surrealista – Dir. Marcelo Marcus Fonseca – Cia. Teatro do Incêndio; A Dança dos Signos – Dir. Candé Brandã; Blecaute – Projeto Conexões – Dir. Ademir Emboava; A Sétima Arte II – Dir. Candé Brandão; Na Balada – Projeto Conexões – Dir. Ademir Emboava; A Mansão de Miss Jane – Dir. Candé Brandão.

 

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