Amilton Godoy e Léa Freire lançam “A Mil Tons”

Crédito: Paulo Rapoport

O pianista e a flautista apresentam o novo disco em dueto com show no Tupi or not Tupi

Matéria: Divulgação

Amilton Godoy e Léa Freire fazem o lançamento de A Mil Tons, novo disco da parceria em dueto, piano e flauta. É a segunda vez que o pianista, ex-Zimbo Trio, e a flautista se unem em álbum. O primeiro, trouxe composições de Léa para piano, colocando Amilton como intérprete. Desta vez, fazem o caminho contrário e o registro traz exclusivamente composições e arranjos de Amilton. O nome, sugestão de Léa, faz referência justamente a esta autoria. O show será no dia 15 de agosto, noite de terça-feita, noTupi or not Tupi.

A Mil Tons traz 10 faixas instrumentais, com direção musical do próprio Amilton. A engenharia de som, mixagem e masterização foi feita pelo preciso Homero Lotito. Tudo gravado no Estúdio Gargolândia, local propício à inspiração. O resultado evidencia o virtuosismo e a maturidade musical de ambos. O disco sai pelo selo Maritaca, que também assina a produção.

Léa toca flauta transversal em C na maioria das faixas, músicas como O Batráquio e Santa Cecília também tem flauta G, já na inédita Três Irmãos entra a enorme flauta contrabaixo. A flauta e o piano de Amilton seguem conectados, dialogando em sincronia por todo o disco. Cada faixa revela um desafio diferente e proporciona uma nova descoberta aos ouvidos, alternando entre a execução do tema e a improvisação.

O disco abre com Choro, música composta na metade da década de 70, com a intenção de fugir dos encaminhamentos comuns deste gênero, ela finaliza com uma “dobrada” no andamento. Em Teus Olhos, o movimento varia entre o contemplativo e a agitação da melodia. Pouca Encrenca propõe duas ideias distintas que se completam, nela a flauta dobra a mão esquerda do piano, reforçando a melodia, cujo tema é apresentado de forma sincopada, aqui a “encrenca” é para o pianista. O Batráquio, também criada nos anos 70, traz o suingue numa harmonia simples, dois acordes, que convida a improvisação. “Minha intenção era criar na música brasileira, uma ideia de mão esquerda como o boogie-woogi está para a música americana”, conta Amilton.

Estudo em Bb é conduzida pela flauta, com numerosas escalas que passeiam por toda a sua tessitura, enquanto o piano acompanha. Santa Cecília, por sua vez, de notas longas e variações no tempo, foi criada em homenagem a padroeira dos músicos. Em Caucaia do Alto, uma das mais recentes composições no disco, prevalecem cinco notas e tem uma construção com três finais diferentes, um preparando para o outro. Quem Diria, boa para improvisar, tecnicamente desafia a flauta na execução.

Única música inédita no disco, Três Irmãos flerta com o blues mas com muito balanço brasileiro, o piano e flauta ficam em diálogo constante. O nome faz referência aos três pianistas da família Godoy (Amilton, Adylson e Amilson Godoy). Nesta, Léa toca com a flauta contrabaixo que confere “um sabor todo especial”, como ela mesma diz.

Teste de Som finaliza o disco como a “hora do recreio” pra quem gosta de improvisar.  “Esta música é dedicada ao Zimbo Trio, pois toda vez que tínhamos uma apresentação artística, a passagem de som era feita utilizando esse tema, razão do nome. De harmonia muito simples, possibilita ao músico ficar muito à vontade para criar tendo sua estrutura como base”, conta Amilton.

“Amilton não deixa nada largado, uma frase musical, uma idéia rítmica, sempre voltam, se desenvolvem, às vezes modificados, às vezes disfarçados, mas jamais esquecidos. Já a execução é um desafio sempre, soa fácil, mas é difícil. Suas composições instigam, passeiam pela flauta toda e oferecem a prazerosa alegria de improvisar”, compartilha Léa.

Léa e Amilton tem a enorme alegria de convidar você para “passear” ao vivo pela sonoridade deste novo disco, que materializa a amizade e a mútua admiração entre os dois experientes músicos.

Serviço:
Amilton Godoy e Léa Freire – Lançamento do disco A Mil Tons
Quando: 15/08 (21h)
Local: Tupi Or Not Tupi (Rua Fidalga 360, Vila Madalena)
Ingressos: R$ 40,00
Duração: 75 minutos
Capacidade: 110 lugares
Classificação: livre

Ficha técnica:
Faixas: 10
Gênero: Música instrumental
Ano de Lançamento: 2017
Tempo total: 46:50 minutos
Composições, arranjos e piano: Amilton Godoy
Flauta transversal: Léa Freire
Produção: Maritaca
Direção musical: Amilton Godoy
Gravação: Estúdio Gargolândia
Engenharia de som, mixagem e masterização: Homero Lotito
Assistente de gravação: Thiago Baggio
Afinação piano: Olivio Valarini
Designer gráfico: Ruth Freihof/Passaredo Design
Fotos: Paulo Rapoport (ensaio feito na casa gentilmente cedida por Leo Mitrulis)
Selo: Maritaca
Distribuição: Tratore
Sugestão de Preço: R$ 19,00 (CD envelope), $ 09,90 (iTunes), R$ 20,00 (Google Play).

A Mil Tons, faixas:
1. Choro (5:13)
2. Teus Olhos (4:15)
3. Pouca Encrenca (3:58)
4. O Batráquio (6:26)
5. Estudo em Bb (3:17)
6. Santa Cecília (2:52)
7. Caucaia do Alto (3:59)
8. Quem Diria (7:23)
9. Três Irmãos (5:15)
10. Teste de Som (3:52)

Toda as composições são de Amilton Godoy

+ sobre Amilton Godoy

Ao lado de Rubens Barsotti (bateria) e Luiz Chaves (baixo), participou da formação, em 1964, do hoje histórico Zimbo Trio, grupo instrumental que gravou 51 discos e apresentou-se em mais de 40 países. Foram 49 anos de uma história rica e com reconhecimento mundial, levando sempre na bagagem a música instrumental brasileira.  São 50 anos ativos no pianos!

Hoje segue sua carreira como AMILTON GODOY TRIO, com o primeiro disco lançado em 2013, o CD “AUTORAL 1”, o segundo disco está sendo produzido em estúdio, o AUTORAL VOL 2.

Como maestro e arranjador, produziu diversos álbuns, entre eles a coleção Piano Solo Compositores Brasileiros. Como solista, é considerado um dos maiores pianistas do mundo e atuou como convidado em orquestras regidas por maestros como Júlio Medaglia, Chiquinho de Moraes e Simon Bleche. Amilton Godoy nasceu em Bauru (São Paulo), venceu importantes concursos de piano ao longo de sua carreira.

Em 1973, com Barsotti e Chaves e o baterista João Ariza, fundou, em S. Paulo, uma importante escola de música, que já formou mais de 30 mil alunos, o CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical. Nela, Amilton atua como diretor e responsável pela extensa metodologia musical com dezenas de métodos editados. Em 2012  gravou ao lado do jovem gaitista Gabriel Grossi o CD “Villa Lobos Popular” e em novembro de 2013 lançou ao lado da Flautista Léa Freire o CD “Amilton Godoy e a música de Léa Freire”. Este ano, está lançando o novo disco em parceria com a flautista Léa Freire, com composições de Amilton Godoy. Segue em 2017 com seus três projetos: o Trio, ao lado de Edu Ribeiro (bateria) e Sidiel Vieira (Baixo), e os trabalhos com Léa Freire e Gabriel Grossi (CD e o novo show “Compositores Brasileiros“).

+ sobre Léa Freire

Léa cresceu cercada de música, estudou primeiramente piano, quando se aproximou de compositores brasileiros como Villa-Lobos e Radamés Gnattali, além de Bach e Debussy. Depois, violão e então a flauta, onde é autodidata e criou sua marca musical. Compositora versátil, lançou o primeiro disco, Ninhal, em 1997, quando também abriu o selo Maritaca. Lançou vários discos na sequência, entre eles, Cartas Brasileiras (2007), que teve direção musical de Teco Cardoso e regência de Gil Jardim e tornou-se panorama da música instrumental paulista contemporânea, envolvendo mais de 60 músicos em diversas formações. O Quinteto Vento em Madeira, que além de Léa e Teco conta com Tiago Costa (piano), Fernando Demarco (contrabaixo) e Edu Ribeiro (bateria), lançou dois álbuns, Vento em Madeira (2011) e Brasiliana (2013), e lança também neste ano Arraial (2017), todos com participação de Mônica Salmaso. Além do seu selo Maritaca, que já lançou 50 títulos, Léa é também produtora e editora de música instrumental, edita livros com partituras. É parceira de Joyce Moreno, que já lançou suas canções na Europa e Estados Unidos.

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