Aproximando-se de A Fera na Selva de Marina Corazza e com direção de Malú Bazán estreia dia 2 de fevereiro no Centro Cultural São Paulo

Crédito: João Caldas Fº

Com Gabriel Miziara e Helô Cintra no elenco, peça foi escrita a partir do livro “A Fera na Selva”, de Henry James e das biografias dos escritores norte- americanos Henry James (1843-1916) e Constance Fenimore Woolson (1840-1894)

Matéria: Divulgação

A peça transita entre três núcleos que tem suas fronteiras borradas: “A Fera na Selva”, com os personagens John Marcher e May Bartran; as biografias dos escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson e o núcleo composto por ator e atriz. Gabriel Miziara faz John, Henry e ator, e Helô Cintra interpreta Constance, May e atriz.

Henry James escreveu a Fera em 1903, quase dez anos após a morte da sua grande amiga Constance. A amizade entre os escritores tem muitos paralelos com a relação estabelecida entre os protagonistas dessa novela de Henry.

“As personagens da peça são amarradas pelas convenções sociais, ao mesmo tempo muito solitárias e de uma sensibilidade extrema, busquei inspiração em alguns artistas plásticos, além das obras literárias, para adentrar neste universo. Edward Hopper, por exemplo nos traz a solidão impressa em suas obras, algumas telas de Monet e Magritte, além de uma tela pintada pelo dramaturgo Strindberg, me trazem de diferentes formas, uma existência velada e profunda”, comenta a diretora.

Para a construção da dramaturgia, Marina Corazza se pautou na novela “A Fera na Selva” de Henry James, em “O Mestre”, romance de Colm Tóibín sobre a vida do escritor americano, na biografia de Constance, “Constance Fenimore Woolson: Portrait of a Lady Novelist”, escrita pela americana Anne Boyd Rioux, além de um livro de contos de Contance “Miss Grief and other stories”, organizado pela mesma escritora.

A encenação

A peça estará em cartaz no porão do Centro Cultural São Paulo, que foi reaberto em dezembro de 2017, depois de ficar fechado durante anos para uma reforma. A diretora optou por uma encenação limpa, com poucos elementos, mas que são fundamentais para o espetáculo.

O figurino assinado pelo estilista Mareu Nitschke traz linhas modernas e nada óbvias para os atores, em contraponto a algumas peças mais amplas que simbolizam o universo dos personagens. O cenário manipulado pelos atores, é uma parceria da diretora Malú Bazán com Renato Caldas. A assistência de direção é de Carolina Fabri. A luz é assinada por Miló Martins e a trilha sonora é de Daniel Maia. A produção do espetáculo é da Canto Produções.

Sinopse:

A peça aborda a relação de amizade entre os escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson, a partir da investigação de suas biografias e da novela “A Fera na Selva” de Henry James, em que um homem espera pelo grande acontecimento de sua vida. Dois atores transitam entre as personagens reais e as personagens fictícias criadas pelos escritores, lançando um olhar particular sobre suas relações.

Serviço:
A Fera na Selva (de 2 de fevereiro até 11 de março)
Quando: Quinta, sexta e sábado (21h), domingo (20h)
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000, Liberdade)
Ingressos: Grátis (ingressos retirados 1 hora antes nas bilheterias do CCSP – não há reserva online)
Duração: 60 minutos
Capacidade: 45 lugares

Ficha técnica:
Texto: Marina Corazza
Direção: Malú Bazán
Assistência de direção: Carolina Fabri
Elenco: Gabriel Miziara e Helô Cintra
Cenário: Malú Bazán e Renato Caldas
Figurino: Mareu Nitzchke
Música original: Daniel Maia
Realização: Canto Produções e MeiMundo
Assessoria de imprensa: Douglas Picchetti

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