Galeria Lume traz individual de Claudio Alvarez

300.000 Km/s (2017) |Madeira, vidro, espelho e luminária de LED | 53 x 53 x 4 cm

Na exposição “Sobretempos”, o artista propõe diálogos e reflexões sobre o movimento, os fenômenos óticos e o tempo, criando novas realidades através da mecânica de seus trabalhos

Matéria: Divulgação

Tudo em Claudio Alvarez nos conduz a uma poética dos fenômenos cinéticos e óticos. As formas de suas obras, em constante interação com o observador, despertam a sensação retiniana por meio do movimento e da vibração. A partir de 13 de junho, o público poderá conferir de perto vários de seus trabalhos em “Sobretempos”, mostra individual do artista que a Galeria Lume recebe até 12 de agosto.

Com curadoria de Paulo Kassab Jr., a exposição apresenta 11 esculturas recentes do artista, 8 delas ainda inéditas. Juntas, elas propõem uma série de diálogos e reflexões sobre a realidade ou virtualidade.

“A exposição apresenta ao espectador uma forma distinta de compreender e questionar a própria realidade diante do objeto, as obras confundem nossos sentidos e desestabilizam nossa percepção do espaço”, afirma o curador.

O movimento mecânico, os jogos de espelho e a interação do visitante, tem papel decisivo na estrutura expositiva de Claudio Alvarez.

Nas Instalações para viagem, Claudio Alvarez critica a falta de espaço demandada para as instalações na arte contemporânea. Dentro de pequenas caixas, temos um imenso espaço visual onde são instalados objetos produzidos pelo efeito de luz e sombra que invadem o interior da caixa por orifícios minuciosamente planejados. São obras luminocinéticas, que possuem sempre a luz e o movimento como tema principal.

Em Espaços Simultâneos, o artista dialoga com a tênue linha que separa a verdade do quimérico. A obra, estática, é constituída por uma dimensão real que cria, através de espelhos, mais dois espaços, potenciais saídas desses ambientes: uma virtual, aos fundos, e outra real, para fora do espaço construído. A ligação entre esses dois ambientes é representada por uma escada.

“O observador consegue se enxergar naquele espaço, mas, diante do jogo ilusório que lhe é proposto, fica sem saber dizer se está do lado de dentro ou de fora”, pontua Claudio Alvarez. “Como o próprio nome da mostra sugere, são sobreposições, um tempo que se sobrepõe a outros, que dilui e atravessa o espaço e que nos coloca aqui e lá ao mesmo tempo”, completa.

Julio Bittencourt | Instalações para viagem

O artista

Natural de Rosário, na Argentina, Claudio Alvarez reside em Curitiba desde 1977. O artista deu início a sua atuação no cenário artístico brasileiro em 1984, com a exposição “Como vai você geração 80?”, realizada no Parque Lage, Rio de Janeiro. Em sua trajetória, realizou uma série de exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais. Sua obra foi premiada em diversos salões de arte ao longo de sua carreira e várias delas integram acervos públicos e privados.

Pesquisador do movimento e da percepção, Claudio Alvarez propõe desafios ao olhar, construídos como mecanismos nos quais aquilo que vemos entra em contradição com aquilo que sabemos. Ilusões de ótica, jogos de espelho e iluminação, objetos móveis e formas dinâmicas são elementos que formam seu amplo repertório de jogos visuais.

Suas experimentações escultóricas convidam o público a interagir, de modo que este descubra em cada estrutura metálica um movimento singular. Este dinamismo, decorrente da ação do público sobre a obra de arte, faz cada objeto reagir de maneira a criar efeitos perceptivos próprios.

Serviço:
Exposição Sobretempos, individual de Claudio Alvarez na Galeria Lume
Curadoria: Paulo Kassab Jr.
Abertura: 13 de junho, a partir das 19h
Período expositivo: 13 de junho a 12 de agosto
Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h | sábados, das 11h às 15h

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