Maitê Proença vive “A Mulher de Bath” no Sesc Bom Retiro

Crédito: Sabrina Moura

Dirigido por Amir Haddad, espetáculo tem linguagem contemporânea e apresenta o feminismo de forma bem humorada, moderna e popular. Temas como liberdade, sexualidade e livre arbítrio já eram abordados pelo autor, Geoffrey Chaucer, em 1380. A peça estreia dia 25 de janeiro

Matéria: Divulgação

Uma mulher de vasta experiência conta a história de sua vida, seus amores incansáveis, seus rancores, paixões e vinganças, suas traições e sua grandeza, seu conhecimento profundo do pecado, da salvação e do espírito humano.

Com ardorosa oratória, sua história, ao mesmo tempo inusitada e exemplar, universal e única, é revelada por ela à beira de uma estrada, em plena Inglaterra medieval. “É um texto de interesse universal. Uma mulher falando dos jogos e artimanhas do amor, das guerras infernais no casamento, do sexo e suas armadilhas, das diferenças entre homens e mulheres, da necessidade da soberania feminina, de seu pleito por liberdade. São as mesmas questões de hoje. Ele foi surpreendente em sua época, e continua a surpreender agora”, conta Maitê Proença, atriz e idealizadora do projeto.

Alice viúva de cinco maridos está em busca do sexto.  Religiosa, não pode pecar e reza fervorosamente pela morte dos esposos para poder, assim, renovar o seu plantel.

A odisseia pessoal da personagem é entremeada com o relato fantástico de uma época imaginária: o mundo das lendas do Rei Artur, quando seres feéricos andavam pela Terra disfarçados em forma humana. Com texto de Geoffrey Chaucer e direção do premiado diretor Amir Haddad, a montagem de viés contemporâneo conta com a participação especial no palco do ator e músico Alessandro Persan.

Texto medieval, temática contemporânea

A Mulher de Bath é um dos personagens da obra “Contos da Cantuária”, de Geoffrey Chaucer,   uma das figuras basilares da literatura ocidental, precursora de Shakespeare e do indivíduo moderno.

Os “Contos da Cantuária”, escritos em 1380 e publicados pela primeira vez em 1475, faz parte das obras fundadoras da literatura inglesa. Assim como Dante, Cervantes e Camões, os contos de Chaucer ajudaram a sedimentar a língua, a poesia, a ficção e a oratória de todo um país. “Chaucer teve a audácia e a graça de colocar essa história, que nós transformamos em teatro, na boca de uma mulher, uma viúva libertária. Uma mulher que ama a vida, a alegria, o riso, o sexo, os homens, a diversão. A mulher de Bath é profundamente religiosa e tudo o que faz justifica pela Bíblia. Nela, o sagrado e o profano convivem perfeitamente. Isso resulta divertido e cômico.”, afirma Maitê.

A premiada tradução de José Francisco Botelho busca inspiração na poesia popular brasileira, do repente nordestino à trova gaúcha. Seus versos, que recriam os de Chaucer, são referência e objeto de estudo internacional, apostando em um sonho épico: a universalização da cultura brasileira. “Mas a nossa montagem é pé no chão, sem salto alto, sem pompa.  Fizemos questão que este texto primoroso se tornasse compreensível para todo tipo de espectador”, diz Maitê. “A Mulher de Bath parece uma mulher de agora, uma dessas neofeministas do movimento que ressurge, só que mais falante, mais bem articulada, inteligente e desbocada. E eu imaginava que as mulheres dessa época ficassem em casa rezando pelo marido que morreu. Esta já enterrou cinco e quer mais um”, completa a atriz.

Os ingressos estarão à venda pelo Portal Sesc a partir do dia 16/01 às 18h e no dia 17/01, às 17h30, pela Rede Ingresso Sesc, em todas as Unidades do Sesc SP.

A temporada tem estreia paulistana no feriado dia 25 de janeiro e segue até 04 de março no Sesc Bom Retiro, de sexta a domingo.

Sobre Amir Haddad

Reconhecido dentro e fora do Brasil, Amir Haddad é um premiado diretor e professor de teatro. Seu trabalho tem a missão de recuperar o sentido de festa do Teatro e a dramaticidade das festas populares. Em 1980, fundou o Grupo Tá na Rua, para o qual dirigiu dezenas de peças.

Alguns de seus mais recentes espetáculos são “A Mulher Invisível” (2017), de Maria Carmem Barbosa; “Antígona” (2016), de Sófocles, “A Tempestade” (2016), de William Shakespeare; “A Lista” (2015), de Jeniffer Tremblay; “A Vida Sexual da Mulher Feia” (2014), de Claudia Tajes; “A Beira do Abismo Me Cresceram Asas” (2013), de Maitê Proença; e “Ary Barroso do princípio ao fim” (2013), de Diogo Villela.

Sobre Maitê Proença

A atriz, escritora e dramaturga paulistana Maitê Proença começou a estudar teatro no final dos ando 1970 com o celebre diretor Antunes Filho. Desde então, trilhou sua vasta carreira nos palcos, nas telinhas e nas telonas. No teatro, protagonizou montagens de Augusto Boal, Domingos de Oliveira, Eduardo Tolentino, entre outros, e escreveu as premiadas peças “À Beira do Abismo me Cresceram Asas” (2013) e “As Meninas” (2009), esta última escrita ao lado de Luiz Carlos Góes, ambas com direção de Amir Haddad; e “Achadas e Perdidas”, dirigida por Roberto Talma.

Na televisão, atuou em mais de 20 novelas, como “Liberdade, Liberdade” (2016), “Gabriela” (2012), “Passione” (2010) e “Caminho das Índias” (2009), e em séries como “A Vida Como Ela É” (1996) e “Confissões de um Adolescente” (1994). Foi comentarista de futebol no esportivo ExtraOrdinários, e apresentadora do Saia Justa.  E, no cinema, participou de 18 filmes, entre eles “Meu Amigo Hindu” (2016), de Hector Babenco; “Primeiro Dia de um Ano Qualquer” (2012), de Domingos de Oliveira; “A Dama do Cine Shangai” (1987) e Onde andará Dulce Veiga (2008) de Guilherme de Almeida Prado, Kuarup (1989), de Rui Guerra.

Ficha técnica:
Texto: Geoffrey Chaucer
Tradução: José Francisco Botelho
Adaptação: Maitê Proença
Direção: Amir Haddad
Com: Maitê Proença
Participação do ator e músico: Alessandro Persan
Cenário: Luiz Henrique Sá
Figurino: Angèle Froes
Adereços: Marcilio Barroco
Iluminação: Vilmar Olos
Preparadora corporal: Marina Salomon
Assistente de direção: Alessandro Persan
Trilha sonora: Alessandro Persan
Camareiro: Fefo Fernando
Fotos divulgação: Daniel Chiacos
Fotos de cena: Sabrina Moura
Projeto gráfico: Fabio Arruda e Rodrigo Bleque (Cubículo)
Assessoria de imprensa : Heloisa Cintra e Douglas Picchetti (Pombo Correio)
Idealização: Maitê Proença
Produção em SP: Flandia Mattar
Direção de produção: Maitê Proença e Sandro Rabello
Realização: M. Proença Produções e D!ga Sim Produções

Serviço:
A Mulher de Bath (de 25 janeiro a 04 de março)
Quando: Quinta (18h), sexta e sábado (21h) e domingo (18h)
Local: Sesc Bom Retiro (Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos)
Ingressos: R$ 09,00 (Credencial Plena), R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 16 anos
Estacionamento:
– Com apresentação de Credencial Plena – R$ 5,50 até uma hora; R$ 2,00 adicional por hora;
– Não credenciados – R$ 12,00 até uma hora; R$ 3,00 adicional por hora;

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