O espetáculo A Dama da Noite, de Caio Fernando Abreu, estreia dia 13 de julho no bar Caos

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Matéria e foto: Divulgação

Lembrando os 20 anos da morte do autor Caio Fernando Abreu, o ator André Grecco e o diretor Kiko Rieser estreiam no dia 13 de julho, no bar Caos, o espetáculo A Dama da Noite, a partir do conto homonimo do autor.

Na peça a personagem-título, beirando a meia idade, trava uma conversa casual com um jovem garoto em um bar. Durante todo o tempo, ela conduz o diálogo, a partir de sua perspectiva de mundo, suas experiências, anseios e frustrações. A Dama da Noite fala da morte, da espera de um grande e verdadeiro amor e, principalmente, de como ela se vê à margem do mundo que a rodeia.

Este conto de 1984 foi interpretado em 1997 por Gilberto Gawronski em uma montagem histórica. Nessa versão, são destacados o estranhamento de gênero da personagem, que surge como alguém reconhecível como um homem, mas que fala sobre si no feminino, brincando com a pluralidade de gêneros e fazendo do discurso da personagem e do texto algo muito contemporâneo.

A discussão sobre a proposição de um gênero fluido faz emergir o aspecto plural da fala da Dama, a partir de um discurso que não é só de uma personagem, mas de todos os frequentadores da noite, com suas eternas buscas por algo – utópico ou tangível – que nem sempre pode ser encontrado pelos bares e baladas de uma grande metrópole.

Ficha técnica:
Texto: Caio Fernando Abreu
Direção: Kiko Rieser
Assistente de direção: Rafael Gratieri
Elenco: André Grecco
Consultoria teórica: João Nemi
Produção executiva: Rafael Petri
Direção de produção: André Grecco
Iluminação e figurino: Kleber Montanheiro
Trilha sonora: Vanessa Bumagny
Fotos e arte gráfica: Rafael Petri
Assessoria de imprensa: Fabio Camara
Realização: Cão Bravo Produções LTDA

Serviço:
A Dama da Noite (de 13 de julho até 31 agosto)
Duração: 45 min
Ingressos: R$ 20,00
Quando: quartas (21h)
Local: Caos (Rua Augusta 584, Centro)
Classificação: 14 anos

Equipe:

Kiko Rieser

Formado em Artes Cênicas pela ECA-USP, já escreveu, dirigiu e produziu mais de dez espetáculos. Dirigiu, entre outras, “Capitu, olhos de mar” (em cartaz por dois meses no Teatro MuBE, realizando depois viagens por 10 cidades do interior paulista), “Na cozinha com a autora” (com Adriana Londoño e Camila dos Anjos) e “Amarelo distante” (com Mateus Monteiro) e as peças curtas “A casa da fonte dos anjos” (com Luiz Damasceno e Chico Ribas) e “O melhor ainda está por vir” (com Paula Cohen, Daniel Faleiros e José Roberto Jardim). Produziu “Ruas de Barros” (viagens por diversas cidades de SP e MG), “Cabarezinho” (em cartaz por dois anos no CIT-Ecum), “Gardênia” (temporada no CIT-Ecum e viagens por 5 cidades do interior paulista), “Carta de um pirata” (temporada no Centro Cultural São Paulo) e “Consertando Frank”, indicado a melhor espetáculo no Prêmio APCA e em cartaz por um ano e meio além de diversas viagens, “Volpone” e “Amarelo Distante”. Produziu também o livro “Amor ao teatro”, uma compilação de duas décadas de críticas de Sábato Magaldi, indicado ao Prêmio Jabuti, na categoria Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia. Em 2012, venceu o concurso Dramaturgias Urgentes, do CCBB. Escreveu um romance, “Átimo”, e um livro de poemas, “Lapsos”, ambos no prelo.

André Grecco

Formou-se em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA – USP) e em teatro atuou em “Romeu e Julieta” de William Shakespeare com direção de Ivan Feijó; “Francesca” de Luís Alberto de Abreu (Indicado ao Prêmio Shell/2012 – Melhor Texto) com direção de Roberto Lage, “Perdoa-me por me Traíres” de Nelson Rodrigues com direção de Lúcia Veríssimo, “Notas da Superfície” com direção de Márcia Abujamra, “O Bailado de Flávio de Carvalho” com direção de Roberto Lage, “Se Essa Rua Fosse Minha” e “João e Maria” da Cia Centopéia de Teatro, ambos com concepção e direção de Alex Moreno; e “292” com texto e direção de Marcelo Soler; entre outros. Em cinema atuou em “O Futebol” de Sócrates e Kleber Mazzieiro de Souza e nos curtas-metragens “Luz” (Festival Mix Brasil – Mostra Oficial 2010) de Bruna Capozzolli e “Geóides” de Sérgio Concílio, entre outros. Em 2013 fundou a Cão Bravo Produções Artísticas LTDA, na qual é sócio-diretor e produziu os espetáculos “A Cigarra e as Formigas” com direção de Alex Morenno em 2013, “Amor Imperfeito” em 2014 e “Tadzio” em 2015, no qual foi indicado ao Prêmio Cenym (Aracajú) na categoria Melhor Ator.

Cão Bravo Produções LTDA

Criada em 2013 a Cão Bravo Produções Artísticas é uma produtora de espetáculos teatrais e também parceira de diferentes grupos e cias na realização de seus projetos e peças de teatro.

Em 2013 produziu seu primeiro espetáculo, “A Cigarra e as Formigas”, com Patrícia de Sabrit. O clássico, com adaptação e direção de Alex Moreno que percorreu cidades do interior de São Paulo depois de fazer temporada na Capital, além de apresentações fechadas para escolas e empresas.

Em 2014 produziu “Amor Imperfeito”, livre adaptação de Walter Cereja para o texto do italiano Césare Belsito, com direção de André Grecco, e, no elenco Walter Cereja e Kris Bulos. O espetáculo fez temporada no Espaço dos Parlapatões com sucesso de público.

Em 2015, além de manter os espetáculos anteriores em circulação, a Cão Bravo estreou “Tadzio”, texto de Zen Salles com direção de Dan Rosseto no Espaço dos Parlapatões em São Paulo aonde cumpriu temporada de três meses, em seguida, prorrogou a temporada por mais dois meses no Espaço da Cia da Revista (SP) e devido ao sucesso de público e crítica durante o ano de 2016 excursiona por diversas cidades do Brasil.

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