O espetáculo BOI, do Grupo Alerta – Pesquisa Dramática, estreia em São Paulo, no Armazém 19

Crédito: Alex Gaudêncio

Matéria: Divulgação

O mais recente trabalho do grupo teatral carioca Alerta – Pesquisa Dramática estreia em São Paulo com texto, concepção e direção de Afonso Henrique Soares. A temporada é curtíssima, de 7 a 14 de maio no Armazém 19, Vila Maria Zélia.

Sinopse

Um incidente leva uma mulher a um lugar estranho – uma espécie de prisão – a uma visita cujo motivo diz desconhecer. De um modo ou de outro busca uma saída. Mas percebe que é cada vez mais impregnada pela atmosfera que a oprime e aprisiona. Um homem a levou àquele lugar. Quem? Diante de si, uma figura decadente que pode ter as respostas que procura. Mas talvez ela já saiba. Só não quer enxergar a verdade.

Trajetória

Em 2014, a iniciativa de realização da temporada de “BOI” no Pequeno Engenho das Artes – uma antiga casa no bairro do Engenho Novo, zona norte do Rio, que há cinco anos se propõe como ponto de encontro de arte e artistas – determina novos rumos ao fazer artístico do grupo ALERTA – Pesquisa Dramática. Aponta um novo pensamento sobre a criação e meios de produção, uma nova estética há algum tempo estudada a partir da obra de Jean-Marie Piemme, “O Máximo de Estéticas Minoritárias”, em que se pensa a criação teatral segundo a mínima necessidade de elementos visuais para a cena, evidenciando radicalmente o ator.

Também evidenciou a proposta de descentralização do fazer artístico na Cidade do Rio de Janeiro ao ofertar a sua criação aos habitantes de toda a região do Grande Méier.

“O clima é de inquietação permanente. A cena, dividida nos momentos claro e escuro, produz diversos sons, estimula pensamentos e sensações diversos, o que gerou comentários importantes de algumas pessoas que assistiram as temporadas no bairro do Engenho Novo. A casa, muito antiga, contribuiu com o imaginário de cada espectador e com a ambientação criada por cenário, figurinos, luz e som muito específicos, foi ao mesmo tempo promotora e testemunha de diversos tipos de impacto”, diz Afonso.

Dando sequência, a peça retorna à cena em 2016. A configuração do Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho – o Castelinho do Flamengo – dá continuidade a essa proposta cênica, por ser um espaço igualmente antigo, de características peculiares. Também fora observados vários tipos de impacto por parte do público.

E em 2017, a oportunidade de realização dessa curta temporada no Armazém 19, na Vila Maria Zélia, residência artística do Grupo XIX de Teatro, mantém a estética e linguagem originais de “BOI”. A peça se incorpora ao espaço e estabelece uma outra conexão, uma outra realidade, um outro jogo com o público.

O Grupo

Criado em fins de 2004 e iniciado suas atividades em 2005 como um projeto de desenvolvimento de dramaturgia, passou por várias formações na busca um novo modo de concepção artística e viabilização da produção a partir do essencial, do minimalista. Um aprofundamento estético e temático com a linguagem do suspense, envolvendo o público não numa simples trama, mas na atmosfera reinante e nas ações e reações dos personagens ou arquétipos, num ritmo intenso e vertiginoso. Trabalhamos sob a premissa de ser o Teatro uma habitação do pensamento coletivo a partir de experiências individuais.

ALERTA – Pesquisa Dramática: histórico de atividades

Espetáculos | “Plataforma 4, linha D” – 2005 – Teatro Glauce Rocha / Auditório Murilo Miranda (RJ)| “Trincheira 701” – 2007 – Teatro Villa-Lobos (RJ) Espaço 3 | “anticontemporaneo? ou Chupa essa manga!”  – 2008 e 2009 – SESC Tijuca (RJ)  Teatro 2 | “ISIANE” – 2013 – Teatro Municipal Maria Clara Machado (RJ) | “BOI” – 2014 – Pequeno Engenho das Artes (RJ) e 2016 – Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho / Castelinho do Flamengo (RJ);

Esquetes em festivais | “Meu Craque!” (Geringonça – SESC Tijuca / RJ 2005) | “Assim caminha a Justiça!” (Mercadão Cultural – Teatro Carlos Gomes / RJ 2006)| “Fui parar na Gardênia Azul!!!” (2º. Festival de Esquetes do Rio – Casa de Cultura Laura Alvim / RJ 2007);

Participações em mostras teatrais | Novíssimas Pesquisas Cênicas – SESC Tijuca (RJ) 2008 | A Cena da Cidade – IBAM (RJ) 2009, ambas com “anticontemporaneo? ou Chupa essa manga!”

Leituras dramatizadas | “ISIANE” – CIB – Clube Israelita Brasileiro (RJ) | Drama tempo – Espaço Cultural Sérgio Porto (RJ) em maio e novembro de 2006 | Biblioteca Mário de Andrade (SP) em agosto de 2016 | “BOI” – Midrash Centro Cultural(RJ) em abril de 2014

Prêmios | 3º. Lugar – Júri Popular – Novíssimas Pesquisas Cênicas – SESC Tijuca (RJ) 2008 – “anticontemporaneo? ou Chupa essa manga!”

O autor, ator e diretor

Afonso Henrique Soares – é ator, formado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras em 1995 e desde então trabalhou como ator em diversos espetáculos, dirigidos por nomes como Gilberto Gawronski; Renato Borghi; Paulo de Moraes; Felipe Vidal, Lenerson Polonini, entre outros. A partir de 2005, à frente do ALERTA – Pesquisa Dramática como autor, atuou na maioria dos projetos, passando também a dirigi-los. Possui ainda trabalhos em TV e Cinema.

Elenco:

Aline Gomes

Atriz, diretora teatral, pedagoga e especialista em acessibilidade cultural. Como atriz, iniciou no teatro em 1996, com o grupo Mirante, da Universidade de Fortaleza, com o qual ganhou diversos prêmios, assim como – também em Fortaleza – inicia o seu trabalho como Diretora. Passou por outros grupos, participou de festivais nacionais e internacionais, como o FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, em Portugal. No Rio, atuou em diversos espetáculos, trabalhou com importantes diretores como Jiddu Saldanha e Bruce Gomlevsky.

Victor Nalin

Ator, com vinte anos de atividades, entre teatro e cinema, trabalhou com importantes diretores como Felipe Vidal; Claudio Torres Gonzaga; Guilherme Miranda, entre outros. Participa do projeto “Bibliotecas do Mundo”, voltado ao público infanto-juvenil e de montagens teatrais nascidas no Pequeno Engenho das Artes, espaço de pesquisa e criação na zona norte carioca com os espetáculos “BOI”, de Afonso Henrique Soares e recentemente com “Casa a Venda”, de Cecília Terrana.

A palavra do diretor

Em fins de 2013 me ocorria a ideia de criar novas obras, novos textos que propusessem outros tempos de duração. Mas também era hora de repensar os meios de se produzir. Uma linguagem que demande a economia de tais meios. Uma busca pelo minimalismo talvez… Mais foco no jogo dos atores e suas potencialidades. Peças teatrais mais curtas. Ao mesmo tempo um exercício de objetividade e uma dose a mais de subjetividade no jogo. Um jogo instigante num turbilhão de sensações e de impactos onde o tempo nem é sentido. A vida feita de momentos breves onde muitas coisas podem acontecer.

Ficha técnica:
Texto, concepção e direção: Afonso Henrique Soares
Elenco: Aline Gomes, Victor Nalin e Afonso Henrique Soares
Participação especial: Cleo Moraes
Cenário: ALERTA – Pesquisa Dramática
Figurinos: Marina Pereira e ALERTA – Pesquisa Dramática
Light design-instalação: Mônica Ann Diniz
Sons: Afonso Henrique Soares
Divulgação: Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Mídias sociais: ALERTA – Pesquisa Dramática
Colaboração especial em produção: Cleo Moraes
Produção e realização: ALERTA – Pesquisa Dramática

Serviço:
Boi (07, 08, 13 e 14 de maio)
Quando:
Segunda e sábado (20h) e domingos (19h)
Local: Armazém 19 ( Rua Mario Costa, 13, Vila Maria Zelia)
Duração: 40 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (obs.: lista amiga R$ 10,00 para moradores da Vila Maria Zélia)
Classificação: 14 anos

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