Projeto CORTE reúne Alzira E e músicos da cena paulistana em show no Sesc Ipiranga

Crédito: Marina Thomé

A cantora se junta a Marcelo Dworecki, Cuca Ferreira, Daniel Gralha e Nandinho Tomaz para criar sonoridade raivosa e discurso questionador

Matéria: Divulgação

O Sesc Ipiranga recebe no dia 7/1 o projeto CORTE, que traz Alzira Eao lado de nomes da música de São Paulo em um único show. Marcelo Dworecki (guitarra), Cuca Ferreira (sax/flauta), Daniel Gralha (trompete), integrantes da banda Bixiga 70, apresentam ao lado do bateristaNandinho Tomaz (Strombólica) e da cantora sul-mato-grossense as canções do álbum homônimo lançado neste ano.

O projeto CORTE foi concebido pelo músico e produtor musical Marcelo Dworecki, que já havia trabalhado com a cantora e compositora Alzira E em seu álbum mais recente, “O que Vim Fazer Aqui” (Traquitana Discos). A ideia era criar uma sonoridade pesada e roqueira que se adequasse às recentes composições de Alzira E.

Além de cantar, Alzira E também toca baixo em alguns números com uma desenvoltura própria de quem compõe a partir desse instrumento. Marcelo Dworecki e Nandinho Thomaz, parceiros em vários projetos, formam uma base densa, em sintonia nas levadas mais caóticas. O barulho, o peso e os ritmos hipnóticos formam uma massa sonora que sustenta temas filosóficos profundos, cantados de forma pungente. Afiadas, as letras trazem em si um corte em potencial: questionamentos sobre as relações humanas que levem à transformação, ao movimento.

Sonoridade

No CORTE, as composições são cíclicas, sem um caminho harmônico definido. Os instrumentos de sopro não são tocados em naipe, Cuca e Gralha ficam propositalmente em lados opostos do palco. Os músicos se destacam como criadores de climas, texturas, ruídos que sirvam de combustível para as invenções mântricas de Alzira E, que, como cantora, dá vazão à sua veia mais roqueira. O Corte inicia também uma instigante parceria da artista com o compositor e cantor Tiganá Santana, em “Cheguei”, que abre o show, “Desmonte”, “Boca” e “Dízima”. Há também parcerias inéditas com o poeta Arruda, “Não existo”, “Em nome de quem”, “Nada disso”.

Alzira E

Alzira Maria Miranda Espíndola, em artes Alzira E, é cantora, compositora e instrumentista. Nascida no dia 08 de setembro de 1957, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, é a sétima filha de uma família de artistas, a família Espíndola. Em 1985, radicou-se em São Paulo, dando início a sua carreira solo, apresentando hoje em sua discografia albúns em sua maioria autorais. A parceria com poetas é uma constante na trajetória da compositora, em sua busca de inovação musical e valorização poética. Entre os parceiros vemos Itamar Assumpção, Alice Ruiz, arrudA, Tiganá Santana, Tiago Torres entre outros artistas. Tem inúmeras composições gravadas por intérpretes importantes na Música Brasileira, como Ney Matogrosso, Tetê Espíndola, Lucina, Luhli, Maria Alcina, Simone, Fabiana Cozza, Filipe Catto, Célia, Peri Pane, André Abujamra e tantos outros.

Ficha técnica:
Alzira E: Voz e baixo
Marcelo Dworecki: Baixo e guitarra
Nandinho Thomaz: Bateria
Cuca Ferreira: Sax barítono e flauta
Daniel Gralha: Trompete e flugelhorn

Serviço:
Alzira E e Corte
Quando: 07/01 (18h)
Local: Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga)
Ingressos: R$ 20,00 / R$ 10,00 / R$ 06,00 (credencial plena)
Capacidade: 200 lugares

You May Also Like

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *