Sucesso nas telonas, o premiado Colegas, de Marcelo Galvão, ganha versão para os palcos

Crédito: João Caldas F°

Com direção e adaptação de Leonardo Cortez, Colegas no teatro estreia no dia 13 de outubro, no Teatro do MASP

Matéria: Divulgação

Vencedor de vários prêmios no Festival de Gramado, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival de Toronto (Canadá), Colegas, de Marcelo Galvão, cria uma discussão sobre a vida de pessoas com Síndrome de Down e a inclusão, sem ser melodramático, didático ou piegas. A versão teatral da obra, intitulada Colegas no Teatro volta a discutir as ideias de normalidade e diferença. Essas noções não seriam apenas uma questão de ponto de vista?

A trama narra a saga de três amigos cinéfilos, Márcio (João Simões Junior), Stallone (Ian Pereira) e Aninha (Giulia Merigo), que trabalham na videoteca do instituto onde moram. Certo dia, decidem fugir da instituição para tentar realizar seus sonhos, conhecer o mundo e sair do tédio daquele cotidiano em que vivem. Stallone quer ver o mar; Aninha, casar; e Márcio, voar.

Para tal, eles partem em uma divertida jornada. Como se tudo fosse uma brincadeira, os amigos causam várias confusões, reproduzindo as cenas famosas de seus filmes prediletos, e são até perseguidos pela polícia.

O elenco é completado por Daniel Dottori e Adriana Mendonça que se revezam em diferentes papéis,  além de Ricardo Côrte Real, que interpreta o jardineiro do Instituto, Arlindo.

A comédia explora de forma poética como a felicidade pode ser encontrada nas coisas simples da vida. Os três protagonistas, originalmente interpretados por Ariel Goldenberg (ganhador do prêmio de melhor ator no Festival de Toronto), Rita Pook e Breno Viola, são vividos respectivamente por: Ian Pereira, Giulia Merigo e João Simões Junior na versão teatral.

Sobre Leonardo Cortez

Leonardo Cortez é dramaturgo, ator, diretor teatral e roteirista, formado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da USP.  No teatro, Cortez foi indicado três vezes ao Prêmio Shell de Melhor Autor, além de indicações na mesma categoria nos Prêmios APCA, Cooperativa Paulista de Teatro e Aplauso Brasil. A peça de sua autoria, “Sala dos Professores”, foi apontada pelo site UOL como a Melhor Dramaturgia de 2016, além de ter sido o texto vencedor no Prêmio Júri Popular no Site Aplauso Brasil. Cortez tem três livros editados: “Trilogia Canalha”, pela Editora Candombá e “Comédias Urbanas” pela Editora Sesi-SP e “Sala dos Professores”, pela Editora Giostri. Seu texto teatral mais recente, “Comédias Ilícitas”, tem estreia prevista para o segundo semestre de 2017.  Na televisão é autor e protagonista da série “Máximo &Confúcio” produzida pela Moonshot Pictures e atualmente exibida na TV Cultura. É integrante do Núcleo Criativo NC-5 da Realejo Filmes, contemplado pela linha do FSA Prodav 03, onde desenvolveu o projeto da série de comédia “Sala dos Professores”.

No teatro, além de dezenas de peças de outros autores, atuou em oito montagens de sua autoria em temporadas em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2003 escreveu e dirigiu “O Crápula Redimido“, recebendo dois prêmios pelo texto original nos Festivais de Florianópolis e Pindamonhangaba e adaptou “O Livro do Adolescente” de Liliana e Michelle Iacocca para o teatro, transformando-o no espetáculo “Da Hora“ que estreou em março de 2004 no Centro Cultural São Paulo. Em novembro de 2003, escreveu e interpretou o monólogo “In Memoriam”, pelo qual recebeu o Prêmio Charles de Melhor Ator no mesmo ano. Escreveu, dirigiu e protagonizou o espetáculo “Escombros”, recebendo o Prêmio de Melhor Diretor, Melhor Espetáculo e indicação como Melhor Ator no Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba. Seu texto “O Rei dos Urubus” foi selecionado para o projeto “Dramaturgias” do Banco do Brasil, e ficou em cartaz nos meses de fevereiro e março de 2008 no Centro Cultural São Paulo. No final de 2008, lançou, pela Editora Candombá o livro “Trilogia Canalha” com os textos integrais de “O Crápula Redimido”, “Escombros” e “O Rei dos Urubus”, prefaciado por Sebastião Milaré e empreendeu em 2009 um repertório com os três espetáculos numa temporada no Centro Cultural São Paulo. Em 2010, dirigiu uma montagem de “O Crápula Redimido” para uma temporada no SESC Tijuca-RJ e escreveu e atuou em “Rua do  Medo”, sendo indicado ao Prêmio Shell e ao Premio Cooperativa Paulista de Teatro como melhor autor.  Em 2014, escreveu e protagonizou “Maldito Benefício”, sendo indicado para os principais prêmios do teatro paulista na categoria Melhor Autor (Shell, APCA e Aplauso Brasil).  No mesmo ano publicou seu segundo livro, “Comédias Urbanas de Leonardo Cortez”, pela Editora SESI-SP.  Em 2016, escreveu e protagonizou “Sala dos Professores”, atualmente em cartaz no Espaço Elevador de Teatro. Por esse texto, Leonardo Cortez foi indicado mais uma vez aos Prêmios Shell e APCA como Melhor Autor. O texto de Sala dos Professores foi eleito como o melhor de 2016 pelo site UOL e levou o prêmio Aplauso Brasil no júri popular.

Na televisão, Cortez possui uma trajetória ininterrupta de 2000 até a presente data. Escreveu para os programas “Zapping Zone” (Disney), “2 Apês” (CNU), “Me Poupe” (GNT), “Senta Que Lá vem Comédia”(Cultura) e criou as séries  “Sociedade Anônima”, exibida no Canal Turner e “Caça ao Tesouro”, em fase de captação. Em 2005, escreveu o roteiro e protagonizou o curta-metragem “São Paulo Nos Pertence”, sob a direção de Zé Roberto Pereira, exibido no Canal Brasil. Em dezembro do mesmo ano escreveu “O Dia que Mamãe Soltou o Verbo”, Tele-Teatro exibido na TV Cultura. Como ator, foi entre 2001 e 2003 o Especialista Léo, no Programa Zapping Zone, exibido diariamente no Disney Channel. Atuou nas séries “Mothern” do GNT, “Ó, Coitado” do SBT, “O Negócio” da HBO, “Descolados” da MTV,  no projeto “Senta que Lá Vem Comédia”, da TV Cultura e nas séries infanto-juvenis “Quando Toca o Sino”, “Caco e Dado” e “Que Talento” no Disney Channel. Foi repórter dos programas “Me Poupe”, exibido pelo GNT e Zapping Sports, exibido pelo Disney Channel. Atuou também nas novelas “Floribella” (2006) e “Dance, Dance, Dance”(2007-2008), no humorístico Escolinha Muito Louca” (2008-2009) da Band e nas séries “Maximo&Confúcio” (2016), Tv Cultura e “171- Negócios em Família”,   Universal Chanell (2017).

Sobre Marcelo Galvão

Formado em Publicidade e Propaganda pela FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado, o cineasta e roteirista Marcelo Galvão começou sua carreira como redator em grandes agências de publicidade e chegou até a conquistar vários prêmios nessa área no Brasil e no exterior. A partir de 1999, estudou cinema na New York Film Academy, nos Estados Unidos. Quando voltou ao seu país de origem, criou a produtora Gatacine.

Galvão é autor de seis filmes premiados: “A Despedida” (2014), “Colegas” (2011), “Rinha, o Filme” (2009), “Bellini e o Demônio” (2008), “Lado B: Como Fazer um Longa Sem Grana no Brasil” (2007) e “Quarta B” (2005), além do recente “O Matador” (2017) e de vários curtas-metragens.

Sinopse

Márcio, Stalone e Aninha são apaixonados por cinema e trabalham na videoteca do instituto onde vivem. Um dia eles resolvem fugir no carro do amigo jardineiro para tentar realizar três sonhos: Stalone quer ver o mar, Aninha quer casar e Márcio quer voar.

Ficha técnica:
Texto: adaptação de Leonardo Cortez para o roteiro original de Marcelo Galvão
Direção geral: Leonardo Cortez
Assistente de direção: Nina Ramos
Elenco: Adriana Mendonça, Daniel Dottori, Giulia Merigo (personagem Aninha), Ian Pereira (personagem Stalone), João Simões Jr (personagem Márcio) e Ricardo Corte Real
Direção musical: Jonathan Harold
Cenário e figurino: Chico Spinosa
Visagismo: Anderson Bueno
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Direção e realização: Thiago Rosa
Produção executiva: João Giani Vasconcellos
Assistente de produção: Fernanda Ciardi
Fotos: João Caldas
Filmagem: Adauto Lima Neto
Mídias sociais: Renato Fernandes

Serviço:

Colegas no Teatro é uma adaptação de Leonardo Cortez do filme brasileiro Colegas, de Marcelo Galvão. O espetáculo conta a trajetória de três personagens com síndrome de Down que decidem sair em busca de seus maiores sonhos.

Colegas (de 13 de outubro até 10 de dezembro – nos dias 01,02,03 e 09/12 não haverá sessão)
Quando: Sextas e sábados (21h) e domingo (20h)
Local: Auditório do MASP – (Avenida Paulista 1.578, Bela Vista)
Duração: 80 minutos
Ingressos:R$ 50,00
Classificação: livre

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