“Toda segunda é dia de Big Band”

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Crédito: Tripolli

São Paulo ganha um novo espaço para Big Bands!

Teatro Commune no bairro da Consolação

Programação de julho!

Matéria: Divulgação

“Em 1973 a cidade de São Paulo foi surpreendida pelo aparecimento de uma orquestra muito diferente de tudo o que existia na época. Na contramão das grandes orquestras de baile lideradas por Silvio Mazzuca, Luiz Arruda Paes, Erlon Chaves e outros maestros, essa orquestra não tocava para dançar, não tinha cantores, e tocava um repertório exclusivamente instrumental, mesclando jazz e música brasileira. A Big Band de Nelson Ayres se apresentou toda segunda-feira durante sete anos, abrindo o caminho para muitas outras que seguiram seus passos, como a Banda Mantiqueira, a Soundscape Big Band, Reteté Big Band e as bandas que hoje fazem parte do Movimento Elefantes”. Comenta Nelson Ayres.

Em 1994, no outro canto da cidade inaugurava o que seria a casa não só das Big Bands, como da música instrumental, onde a produtora Lucia Rodrigues teve o prazer e a competência de programar “os melhores” por 10 anos. O cult Supremo Musical. “Ali, naquele porão muito simpático da Rua Oscar Freire a Banda Mantiqueira ficou em cartaz por 8 anos.  Comenta Lucia.

Durante todos estes anos, surgiram na cidade muitos movimentos, como o Coletivo Movimento Elefantes, composto por 10 Big Bands, além de tantas de outros segmentos e estilos.

Com programação de Lucia Rodrigues, a cidade vai abrigar Big Bands á partir de 2016 a história vai continuar na Rua da Consolação ganhando uma nova casa. O Teatro Commune.

Programação julho:

  • Emiliano Sampaio Mereneu Project

Quando: 04/07 (21h)
Ingressos: R$ 20,00

Em 2012 o renomado grupo “Meretrio”, formado pelos músicos Emiliano Sampaio (guitarra), Gustavo Boni (baixo) e Luis Andre (bateria) fez uma turnê europeia e no fim todos se mudaram para a cidade de Graz na Áustria para realização de um mestrado e uma outra experiência de vida no velho continente.

Já em 2012, o trio convidou seis músicos de destaque e jovens da cena Áustriaca para se juntarem ao trio. Assim surgiu o Mereneu Project.

Esse projeto experimental deu muitos frutos desde 2012, e já levou os nove músicos para diversos festivais, entre eles Most und Jazz (Fehring, 2015), Lamantin Jazz Festival (Hungria, 2014), Graz Jazz Nacht (Graz, 2014), Jazz Redoute (Áustria, 2014), Jazz Woche (Graz, 2013), KUG Redoute (Áustria, 2013).

O Mereneu Project lança agora em 2016 seu terceiro disco, intitulado “A Dança Proibida”, mesclando música brasileira, jazz e música de câmara. As composições de Emiliano Sampaio levam o público em uma narrativa entre viagens, fantasia e sarcasmo diante da nossa realidade, traduzindo em sons experiências surpreendentes e inesperadas.

  • Banda Mantiqueira

Quando: 11/07 (21h)
Ingressos: R$30,00

BANDA  MANTIQUEIRA – “uma alegre reunião de talento e competência”

 A ideia do que é hoje a BANDA MANTIQUEIRA  surgiu na cabeça do Nailor Azevedo, o Proveta, em 1983. Nessa época, ele morava com outros músicos numa “república” no baixo do Bixiga, em São Paulo. Nas conversas com Walmir Gil, um dos seus amigos mais próximos, comentava que “a big band é a melhor escola para o aperfeiçoamento do instrumentista pela necessária disciplina que essa formação impõe”.

Em 1985, formaram a Banda Aquarius e, em seguida, em 1985, veio o Sambop Brass sob a liderança do trombonista François de Lima, aonde Proveta e Walmir Gil eram integrantes e ajudaram na elaboração dos arranjos das músicas executadas pelo grupo.  A Banda Aquarius e o Sambop Brass fizeram sucesso em suas apresentações mas tiveram vida breve e, lamentavelmente, por falta de oportunidade, não deixaram gravado em disco o trabalho realizado.

Com confessa influência das orquestras de Severino Araújo, Thad Jones, Count Basie e Duke Ellington, Proveta procurou uma forma de contato com a obra dos grandes compositores brasileiros – Pixinguinha, Cartola, Nelson Cavaquinho, Tom Jobim, entre outros – e passou a escrever arranjos para as composições desses grandes mestres, contando com a imprescindível colaboração do trompetista Walmir Gil e do violonista e contrabaixista Edson Alves.

O processo seletivo dos músicos que compõem a BANDA MANTIQUEIRA decorreu de maneira natural. Buscou-se aos que também ansiavam por liberdade de expressão com a aplicação de uma linguagem com suingue brasileiro, embora a banda possa também enveredar por outros caminhos, levando em conta a universalidade da música.

É inegável a forte influência que todos os seus componentes tiveram, como também acontece com a maioria dos músicos de todas as partes do mundo, ouvindo grandes jazzistas como Louis Armstrong, Miles Davis, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Sonny Rollins, John Coltrane, Phil Woods, J. J. Johnson, Elvin Jones, Herbie Hancock, Ron Carter, Mike Stern e também os brasileiros Formiga, Papudinho, Felpudo, Casé, Moacir Santos,  Bolão, J.T. Meireles, Raul de Souza, Maciel, Don Salvador, Maestro Branco,  Laércio de Freitas,  Heraldo do Monte, Edson Machado,  e outros tantos.

Os integrantes da BANDA MANTIQUEIRA, individualmente, exercem intensa atividade nos estúdios de gravação  e figuram nas fichas técnicas dos mais importantes discos gravados por uma gama variada de artistas. Compõem, também, bandas que acompanham expressivas figuras do cenário artístico nacional e internacional – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, João Gilberto, Gal Costa, Elís Regina, César Camargo Mariano, Hermeto Pascoal, Djavan, Edu Lobo, Burt Bacharat, Shirley Bassey, Anita O’Day, Joe Williams, Natalie Cole, Júlio Iglésias, Sadao Watanabe, entre outros.

A BANDA MANTIQUEIRA iniciou suas apresentações tocando nos bares de São Paulo. Primeiro, foi no Sanja Jazz Bar, em curta temporada. Depois,  tocou no Bar Vou Vivendo durante quatro anos, às segundas-feiras, sempre com casa lotada. Por seis anos, ocupou o palco do Supremo Musical, todas as terças-feiras, também com lotação esgotada. Acompanhou o cantor João Bosco no Parque Ibirapuera e no programa da TV Cultura – Bem Brasil.  Participou do Kaiser Bock Winter Festival, no Palace, em São Paulo, ao lado de Gal Costa, Guinga e Sérgio Santos. Apresentou-se em Lisboa-Portugal, na Expo-98 e também nos jardins do Palácio de Cristal na cidade do Porto, naquele país; participou do Free Jazz Festival com apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Nos shows da BANDA MANTIQUEIRA no Supremo  notava-se, constantemente, presenças de importantes músicos como Paquito D’Rivera, Joshua Redman, César Camargo Mariano, Jane Duboc, Rosa Passos, Guinga, Nelson Ayres, Roberto Sion, Laércio de Freitas, Gil Jardim, Dori Caymmi, Arismar do Espírito Santo, Toquinho, Hermeto Pascoal, Teco Cardoso, Sizão Machado, entre outros. Nessas ocasiões, ocorreram memoráveis “canjas”.

O primeiro  CD da banda – ALDEIA –  logrou obter nominação para o prêmio GRAMMY – a mais alta condecoração da indústria fonográfica mundial – na categoria de Melhor Performance de Jazz Latino,  em 1998. Em outubro de 2000, foi lançado o segundo CD – BIXIGA – homenagem ao bairro paulistano onde moram grande parte dos músicos da banda.

Nos dias 19, 20, 21 e 22 de dezembro de 2000, a BANDA MANTIQUEIRA juntamente com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP fez quatro concertos de música popular brasileira, na Sala São Paulo, sob a regência do Maestro John Neschling. Esses concertos foram gravados em CD do selo da Osesp. Empresários norte-americanos que estiveram presentes nesses concertos contrataram a BANDA MANTIQUEIRA para uma turnê nos Estados Unidos tendo a banda se apresentado em Costa Mesa; no Festival de Jazz de San Francisco, em Chicago,  e  Michigan., recebendo elogiosas críticas publicadas nos importantes jornais americanos The Los Angeles Times e  Chicago Tribune.

Da parceria com a OSESP, além do disco gravado ao vivo nos concertos no final do ano 2000, resultou outro CD, este com a participação da cantora brasileira radicada nos Estados Unidos – Luciana Souza –, também gravado ao vivo em concertos que aconteceram no mês de dezembro de 2004, na Sala São Paulo.

Outra série de concertos da BANDA MANTIQUEIRA com a OSESP e a cantora Monica  Salmaso, aconteceu  na Sala São Paulo, em dezembro de 2006. O que resultou dessa nova série de concertos está registrado no novo CD “OSESP – BANDA MANTIQUEIRA e MÔNICA SALMASO”, lançado pelo selo Biscoito Fino, em 2007.

Em setembro de 2005, participou do Musikfest  Bremen, na Alemanha, realizando 6 concertos, todos com grande sucesso.

Em dezembro de 2005, lançou novo CD  “Terra Amantiquira”, pelo selo Maritaca. Terra Amantiquira ganhou o Prêmio Tim de Música – Edição 2006 – como Melhor Álbum de Música Instrumental. Nessa mesma categoria, foi indicada e nominada ao Grammy Latino 2006.

No dia 31 de dezembro de 2008, na virada do ano, participou de concerto na Sala São Paulo com a OSESP e a cantora Mônica Salmaso, que foi transmitido ao vivo pela ARTE TV para diversos países da Europa.

Em 19 de agosto de 2009, realizou memorável concerto na Sala São Paulo tendo como convidado o saxofonista e clarinetista cubano, radicado nos Estados Unidos – PAQUITO D’RIVERA.

Iniciou, em 15 de setembro de 2011, a série de concertos e workshops do projeto BANDA MANTIQUEIRA – TURNÊ NACIONAL 2011, aprovado pelo Ministério da Cultura e patrocinado pela Petrobras. Nessa primeira fase do projeto foram visitadas as seguintes cidades: Jaboticabal – SP, Maringá – PR; Tatuí – SP, Varginha – MG, Campo Grande – MS e Itajaí – SC.

Em 04 de outubro de 2011, participou do Brazil Festival in Amsterdam, na Holanda, realizando concerto no Concertgebouw com a Jazz Orchestra of The Concertgebouw.

  • Orquestra Fervo da Vila

Quando: 18/07 (21h)
Ingressos: R$ 20,00

A Orquestra Fervo da Vila veio para fazer uma conexão com o ritmo do carnaval Recifense, o frevo. O show passeia pelos principais maestros e compositores de frevo como Maestro Duda, Spok, o grande compositor Capiba e muitos outros. E como a proposta é trazer o frevo para nossa cultura popular, a orquestra também interpreta canções de Luiz Gonzaga, Nação Zumbi e artistas relacionados com influência de ritmos da cultura nordestina.

  • Guga Stroeter HB  (Movimento Elefantes)

Quando: 25/07 (21h)
Ingressos: R$ 20,00

“Desde o final da década de 80 Guga Stroeter e a Orquestra HB vem desenvolvendo distintos repertórios, tanto instrumentais, quanto dirigidos a interpretações de canções.

A música brasileira, o jazz, a salsa e motivos da cultura popular foram temas de pesquisa para adaptação para exuberante instrumentação acústica da orquestra, que conta com trompetes, trombones, saxofones, vibrafone, baixo, bateria, guitarra, piano, percussão e violão.

São mais de 20 Cds gravados, premiações e turnês, e colaborações com artistas como Dorival Caymmi, Jair Rodrigues, Nei Lopes, Milton Nascimento, Wynton Marsallis, entre outros.

Guga Stroeter e Orquestra HB participaram da criação do Movimento Elefantes e compartilham da convicção que a diversidade de sonoridades e a alta qualidade dos músicos fazem da cidade de São Paulo umas das capitais mundiais da música. A orquestra HB apresenta-se no Teatro Commune trazendo uma síntese dos diversos caminhos percorridos nessa trajetória de quase 30 anos de existência.”

Serviço:
“Toda Segunda é dia de Big Band”
Local: Teatro Commune (Rua da Consolação, 1.218, Consolação)
Classificação: Livre

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