domingo, 17 maio, 2026

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DestaquesTeatro

‘Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!’

Matéria: Divulgação
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Dizem que conselho amoroso é furada… Mas e se viesse com “método científico” e um pouquinho de caos? Um dos títulos mais populares da comédia romântica no teatro brasileiro, “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!” ganhará nova montagem com texto de Juca de Oliveira, direção de Alexandre Reinecke e elenco formado por Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando, com estreia marcada para 6 de março de 2026, no Teatro das Artes (Shopping Eldorado), em São Paulo. A peça segue em curta temporada sexta e sábado, às 20h; e domingo, às 18h; até 12 de abril.

Lançada originalmente nos palcos em 1998 e posteriormente adaptada para o cinema, a obra conquistou milhares de espectadores ao longo dos anos, tornando a história sinônimo de entretenimento leve, divertido e irresistivelmente popular.

Em cena, Tati (Duda Reis) vê sua vida sentimental virar de cabeça para baixo quando é abandonada pelo namorado Marcelo (Vittor Fernando) e acaba se envolvendo com Conrado (Paulo Vilhena), um professor que tenta explicar o amor por meio de teorias científicas inspiradas no comportamento animal. Entre aulas absurdas, reencontros inesperados e muitas confusões, forma-se um triângulo amoroso cheio de humor e identificação. Uma comédia romântica leve, divertida e irresistível sobre as surpresas e a falta de lógica das relações modernas.

Diretor com longa trajetória na comédia, Alexandre Reinecke assina uma encenação que abraça o teatro em sua forma mais “assumida”: a cena se constrói a partir de marcações precisas, ritmo, jogo corporal e soluções cênicas que fogem do naturalismo, uma escolha que potencializa a engrenagem cômica do texto de Juca de Oliveira, sem abrir mão da camada afetiva que atravessa a história:

“Estou imprimindo o meu jeito de fazer comédia: é uma proposta muito teatral, com marcações inspiradas nos grandes palhaços, do circo, do cinema e do teatro. A ideia é revisitar essas referências para dar uma cara nova à montagem, com liberdade para o exagero quando ele é necessário, mas mantendo a inteligência do texto e as emoções que ele carrega”, afirma Reinecke.

Para o diretor, voltar a um título consagrado também é uma maneira de reafirmar a força do gênero, além de testar a disciplina do riso ao vivo.

“Sou um entusiasta da comédia: acho que boas comédias precisam ser sempre revisitadas. Elas atravessam o tempo porque continuam dizendo algo sobre a gente. E, em comédia, o entrosamento é tudo. Desde o começo o elenco se mostrou muito disponível para essa proposta, comprou a ideia e se jogou. Quando existe essa sintonia, a peça ganha precisão, o timing aparece e o público sente”, completa.

A temporada marca ainda o retorno de Paulo Vilhena ao palco após seis anos afastado do teatro, reencontrando o gênero da comédia romântica em uma montagem que aposta no timing preciso e no jogo cênico dos atores em cena.

SINOPSE: Tati vê sua vida sentimental virar de cabeça para baixo quando é abandonada pelo namorado e acaba se envolvendo com um professor que tenta explicar o amor por meio de teorias científicas inspiradas no comportamento animal. Entre aulas absurdas, reencontros inesperados e muitas confusões, forma-se um triângulo amoroso cheio de humor e identificação.

SOBRE ALEXANDRE REINECKE | Diretor

Alexandre Reinecke é um dos diretores mais atuantes do Brasil, com quase 60 peças dirigidas desde o ano 2000, quando consolidou sua carreira de diretor como assistente de direção de Paulo Autran. Desde então, dirigiu grandes nomes do teatro, como Beatriz Segall, Eva Wilma, Dan Stulbach, Fabio Assunção, Daniel Dantas, Nicete Bruno e Reynaldo Gianecchini. Dentre seus principais trabalhos, estão Quarta-feira, sem falta, lá em casa; TOC TOC; Os 39 Degraus; Adultérios; Os Sete Gatinhos; Volta ao Lar; e Oração para um pé-de-chinelo.

FICHA TÉCNICA:

Texto: Juca De Oliveira

Direção: Alexandre Reinecke

Elenco: Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando

Cenário: Alexandre Reinecke

Iluminação: Alex Saldanha

Figurino: Marcos Valadão

Fotografia: Jofí Herrera

Diretora de produção: Miçairi Guimarães

Produção executiva: Amanda Santana

Produção: Magic Arts

Assessoria de imprensa: Prisma Colab

SERVIÇO:

Estreia: 6 de março de 2026

Temporada: de 6 de março de 2026 a 31 de maio de 2026

Horário: sexta e sábado às 20h; e domingo, às 18h

Local: Teatro das Artes

Endereço: Av. Rebouças, 3970 – Store 409 – Pinheiros, São Paulo/SP

Abertura dos portões: 45 minutos antes do evento

Faixa etária: 14 anos

Duração: 70 minutos

Ingressos: R$120 (inteira) e R$60 (meia) no balcão; R$140 (inteira) e R$70 (meia) na plateia lateral; e R$160 (inteira) e R$80 (meia) na plateia central

Antecipados: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-das-artes/qualquer-gato-vira-lata-tem-uma-vida-sexual-mais-sadia-que-a-nossa-4081566

DestaquesTeatro

Luiz Fernando Guimarães estrela a comédia BAIXA SOCIEDADE em São Paulo

Matéria: Divulgação
Foto: Leo Aversa

Estrelada por Luiz Fernando Guimarães e com Bruno Gissoni, Bruna Trindade e Isabella Santoni no elenco, a peça Baixa Sociedade estreia no dia 10 de janeiro no Teatro Renaissance, em São Paulo, com sessões sextas, às 19h30, sábados, às 19h, e domingos, às 17h. Escrita por Juca de Oliveira e adaptada e dirigida por Pedro Neschling, a comédia constrói um retrato divertido e incômodo do brasileiro contemporâneo sobre o sonho e o descompasso de subir na vida a qualquer custo.

Baixa Sociedade é uma peça que já fez muito sucesso, foi montada pelo Luiz Gustavo, foi montada pelo Osmar Prado, fez sucesso em outros países da América Latina. E você ter agora o Luiz Fernando Guimarães, que está comemorando 50 anos de carreira, tem uma expectativa grande, mas ao mesmo tempo está sendo um imenso prazer conduzir esse processo com esse elenco tão talentoso, que apesar de serem jovens talentos, ao mesmo tempo são superexperientes, porque já fizeram muitos trabalhos”, comenta o diretor.

Ambientada no apartamento que divide com o filho, a trama acompanha Otávio (Luiz Fernando Guimarães), um homem criativo e disposto a (quase) tudo para mudar de vida – mentir, trapacear, inventar –, apresentando ao filho, Otavinho (Bruno Gissoni), uma série de projetos visando ascender socialmente. Enquanto isso, Ritinha (Bruna Trindade) sonha em casar com Otavinho (Bruno Gissoni), mas tudo pode mudar quando Ana Maria (Isabella Santoni), uma ex-namorada, reaparece, abalando as estruturas da família.

Com humor afiado e situações cômicas, “Baixa Sociedade” é um retrato divertido do “jeitinho brasileiro”, explorando os limites da ética em nome da ambição.

SERVIÇO

Estreia: 10 de janeiro de 2026
Temporada: De 10 de janeiro a 29 de março de 2026
Sessões: Sextas, às 19h30; sábados, às 19h; e domingos, às 17h
Local: Teatro Renaissance (Alameda Santos, 2233 – Jardim Paulista, São Paulo – SP)
Ingressos: a partir de R$ 75
Vendas pelo Sampa Ingressos ou diretamente na bilheteria do teatro
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos

ELENCO

Luiz Fernando Guimarães (Otávio)
Bruno Gissoni (Otavinho)
Bruna Trindade (Ritinha)
Isabella Santoni (Ana Maria)

FICHA TÉCNICA

Texto: Juca de Oliveira
Direção: Pedro Neschling
Assistente de Direção: Paulo Mathias
Cenografia: Mira Andrade
Iluminadora: Adriana Ortiz
Figurinos: Antônio Medeiros e Fernanda Albuquerque
Direção Musical: Rodrigo Marçal
SAC: Carinne Namba
Projeto Gráfico: Lucas Sancho
Assessoria de Imprensa: Ligia Lopes
Comunicação e Marketing: Lucas Sancho
Gestão de Performance e Redes Sociais: Nucleus
Assistente Luiz Fernando Guimarães: Alécia Medeiros
Coach de Interpretação Luiz Fernando Guimarães: Amanda Brum
Filmmaker: João Melin
Fotografia: Leo Aversa
Assistente de Fotografia: João Oliveira
Camareiro: Esthevão Laurentino
Beleza: Bianca Guerra
Produção Executiva: Xandy
Produção Geral: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim
Realização: Magic Arts

PEDRO NESCHLING | Diretor

Pedro Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982. Desde que estreou profissionalmente em 2000, reveza-se entre as funções de ator, diretor, escritor, dramaturgo e roteirista em novelas, seriados, peças de teatro, livros e filmes.

Escreveu os romances “Gigantes” (2015) e “Supernormal” (2018), ambos lançados pelo grupo Companhia das Letras. Atuou com destaque em programas da Globo, como a série “Aline” e novelas como “Da Cor do Pecado”, “Páginas da Vida” e no remake de “Renascer”. Como roteirista de TV, integrou a equipe da novela “Salve-se Quem Puder” da Globo, e do seriado “E aí, comeu?” exibido pelo Multishow.

No cinema, estreou como roteirista do premiado documentário “Timor Lorosae – O massacre que o mundo não viu”. Assinou argumento e roteiro de “Chocante”, produzido por Augusto Casé e Bruno Mazzeo, onde também atuou. Também assinou o roteiro de “Hermanoteu na Terra de Godah”, dirigido por Homero Olivetto. Aparece ainda nos créditos de diversos filmes como ator, incluindo o inédito “90 Decibéis”, de Fellipe Barbosa, produzido pelos Estúdios Globo.

No teatro, atuou em vários espetáculos como “Os Sem Vergonhas”, “Trindade” e outros. Estreou como diretor dividindo com Guilherme Leme o comando da premiada montagem de “A Forma das Coisas” de Neil LaBute. Assinou ainda as montagens de “Estragaram todos os meus sonhos, seus cães miseráveis!” de Daniela Pereira de Carvalho, “Um Número”, protagonizada por Pedro Paulo Rangel, “Alguém Acaba de Morrer Lá Fora”, de Jô Bilac, com Lucélia Santos no elenco, e do supersucesso “Corte Fatal”. Está dirigindo Luiz Fernando Guimarães na comédia “Baixa Sociedade”. Seu primeiro texto como autor, “Apenas Uma Noite”, foi encenado com sucesso no Brasil e ganhou uma montagem portuguesa pelo diretor António Pires. Na encenação do seu segundo texto, “Como Nossos Pais”, também atuou e dirigiu o espetáculo. A peça foi lançada em livro pela Giostri Editora.

LUIZ FERNANDO GUIMARÃES | Otávio

Luiz Fernando Guimarães é um dos principais nomes do humor e da dramaturgia brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, iniciou sua carreira em 1974 no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, referência do teatro de vanguarda e da linguagem cômica inovadora no país.

Desde então, construiu uma trajetória marcada pela experimentação, pelo improviso e por uma presença cênica inconfundível.

No cinema, participou de mais de quinze filmes, entre eles O Que É Isso, Companheiro?, Se Puder… Dirija e as adaptações cinematográficas de Os Normais.

Na televisão, integrou produções emblemáticas como TV Pirata, Cambalacho e Fantástico, alcançando grande popularidade ao protagonizar a série Os Normais, ao lado de Fernanda Torres, um marco da comédia brasileira.

Mesmo com forte presença na TV e no cinema, nunca se afastou do teatro, onde mantém atuação constante. Em 2025, ano em que celebra 50 anos de carreira, vive um momento de intensa atividade artística. Participou do especial Falas da Vida, da TV Globo, ao lado de Susana Vieira, abordando com humor e sensibilidade temas ligados ao envelhecimento. No cinema, estrelou o longa Quem é Morto Sempre Aparece, interpretando um milionário solitário envolvido em situações inusitadas mesmo após a morte. Atualmente, está em cartaz com a comédia Curto-Circuito, reafirmando sua relevância e capacidade de reinvenção no cenário cultural brasileiro. Em janeiro de 2026, estreia Baixa Sociedade, peça de Juca de Oliveira dirigida por Pedro Neschling.

BRUNO GISSONI | Otavinho

Bruno Gissoni iniciou na carreira artística por incentivo de seu irmão Rodrigo Simas, que o convidou para atuar em uma montagem teatral do clássico de Jorge Amado, Capitães da Areia. Gissoni, que até então apostava no futuro como jogador de futebol e cursava faculdade de publicidade, decidiu deixar a introspecção de lado para se dedicar à dramaturgia. Emendou o espetáculo de estreia com um papel em Os Melhores Anos de Nossas Vidas, sob a direção de Bia Oliveira, sobrinha do consagrado autor e diretor teatral Domingos de Oliveira.

Em 2012, produziu Romeu na Roda, uma adaptação teatral do clássico de Shakespeareque fala sobre o amor proibido entre integrantes de rodas de capoeira rivais do Rio antigo. Ainda no teatro, integrou a nova trupe dos Dzi Coquettes, A história dos amantes e Ponto a ponto, e se prepara para estrear em Baixa Sociedade, peça de Juca de Oliveira dirigida por Pedro Neschling. 

Integrou escola de atores da Record, sendo orientado por Roberto Bomtempo. A primeira oportunidade na televisão, no entanto, foi na Globo, como protagonista da 18ª temporada de Malhação, em 2010. Dois anos depois, estreava no horário nobre da emissora, na novela Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro. Integrou, na sequência, os elencos das novelas Flor do Caribe, Em família, Babilônia e Orgulho e Paixão, além do programa Os Trapalhões.

Para o cinema, rodou, entre 2014 e 2016, três longas-metragens: Até Que a Sorte nos Separe 3, Turbulência e Ela é o Cara. Em breve, estreia os filmes Reação em Cadeia, de Marcio Garcia, e O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho, além de estrear como roteirista e diretor no curta-metragem Entre, seu primeiro trabalho por trás das câmeras.

BRUNA TRINDADE | Ritinha

Bruna Trindade é atriz, comediante, diretora, roteirista e preparadora de elenco. É sócia da Ritornelo, núcleo de criação e pesquisa em cinema e dramaturgia, onde desenvolve projetos autorais que transitam entre a comédia, o drama e o fantástico.

Entre seus principais trabalhos autorais está a série de dramédia sombria Teia, cocriada com Alice Name Bomtempo e Vitã e produzida pela Urca Filmes. O projeto participou de diversos laboratórios e venceu prêmios como o Cabíria. Sua adaptação para longa-metragem, Telaraña, foi selecionada para o Festival Varilux e para o Cine Qua Non Lab.

Como roteirista, escreveu Cosme e Damião (Porta dos Fundos / Globoplay), No Corre (Formata / Multishow) e A Magia de Aruna (Formata / Disney+), vencedora do Prêmio ABRA de Melhor Série Infantojuvenil, além dos programas Falas: do Humor e Volte Sempre (TV Globo). No cinema, é roteirista do longa de comédia Augusto, Augusto!, uma coprodução Irlanda-Portugal.

Formada em Atuação Cênica pela Unirio, atuou em espetáculos como O Insaciável Zé Carioca e O Desbunde, e em 2019 estreou seu primeiro monólogo, A Mulher que Virou Planta, no Rampa – Lugar de Criação, com o qual participou do Festival Corpos Críticos. Foi finalista do Futuro Ex-Porta (Porta dos Fundos), protagonista da websérie Bulbassaura Maravilha (Canal Nimbus) e atuou em séries como Sob Pressão (Globoplay), Destino: RJ (HBO) e Eleita (Amazon).

Diretora do curta-metragem Santo Antônio, finalista do Sesc Argumenta e contemplado na RioFilme, com filmagem prevista para 2026. Também assinou a direção e a redação final da série Terapia em Família (CineBrasilTV) e atuou como roteirista, preparadora de elenco e diretora assistente da série musical Trago a Pessoa Amada (Orla Filmes / Prime Box Brasil).

ISABELLA SANTONI | Ana Maria

Um dos nomes mais expressivos da Geração Z, Isabella Santoni soma 11 anos de carreira e construiu um percurso marcado pela versatilidade. A notoriedade chegou com a lutadora Karina em Malhação, interpretação que conquistou uma legião de fãs, prêmios como Melhores do Ano e Troféu Imprensa, e impulsionou sua presença na teledramaturgia. Tão logo, passou a emendar papéis de destaque em novelas da Globo, entre elas A Lei do Amor, como Letícia, e Orgulho e Paixão, no papel de Charlotte Williamson. No cinema viveu a protagonista de Missão Cupido, e no campo do streaming, expandiu seu alcance ao participar de projetos como a série vencedora do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Dom, em que deu vida à explosiva e ambiciosa Viviane. Paralelamente, levou sua potência artística aos palcos ao estrelar o espetáculo O Cravo e a Rosa. Em movimento de renovação criativa, Isabella desenvolve projetos que ampliam suas possibilidades de expressão, entre eles, o curta-metragem Concertamos Tudo que revela um olhar autoral em pleno amadurecimento e tem o título grafado de maneira incorreta, propositalmente, como provocação ao espectador que acompanha a história de um menino em busca de “consertar” a si mesmo.

Teatro

Breve apologia do caos pelo excesso de testosterona nas ruas de Manhattan

Matéria: Divulgação
Foto:  Artur Kraimmer

O que ainda é possível fazer diante de um capitalismo contraditório e cada vez mais imune à críticas? Esta é uma das questões evocadas pela comédia apocalíptica e mordaz Breve apologia do caos pelo excesso de testosterona nas ruas de Manhattan, do autor uruguaio Santiago Sanguinetti. O texto, ainda inédito no Brasil, ganha uma montagem pela Laia do Teatro com temporada de estreia de 4 de outubro a 2 de novembro, no Pequeno Ato, com sessões aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

A peça tem direção de Thiago Andreuccetti e tradução de Aline Pimentel, que está no elenco ao lado de Laerte Mello, André Barreiros e Victor Barreto.

Com humor ácido, linguagem caótica e referências que cruzam cultura pop e teoria política, o espetáculo  faz uma forte crítica ao capitalismo ao mesmo tempo que, através da sátira, expõe as contradições e armadilhas que permeiam as diversas linhas de pensamento da esquerda.

A  trama gira em torno de quatro personagens sul-americanos confinados em um apartamento em Nova York, nos Estados Unidos, que elaboram um plano  revolucionário tão delirante quanto  simbólico. Eles pretendem contaminar latas de Coca-Cola com um vírus roubado de uma pesquisa com gorilas que sobrecarrega a produção global de testosterona como forma de implodir o sistema  capitalista.

A montagem da Laia do Teatro propõe uma encenação provocadora, anárquica e  satírica — uma comédia de linguagem afiada que reflete, com sarcasmo e inteligência, as tensões políticas e afetivas do nosso tempo.

Em um cenário global marcado pela ascensão de discursos autoritários e pela banalização ideológica promovida por redes sociais, a peça ironiza a incapacidade prática da esquerda contemporânea diante de um capitalismo cada vez mais imune à crítica — e o faz sem propor respostas fáceis. Através do  exagero e da desordem dramatúrgica, o texto desmistifica tanto o dogmatismo militante quanto o cinismo do pensamento liberal.

“Montar essa obra hoje é ativar o riso como ferramenta de pensamento crítico. É também uma forma de resistência ao apagamento histórico e ao esvaziamento simbólico da ação política, tensionando as fronteiras entre arte, delírio, revolução e falência ideológica. É um  espetáculo que diverte — mas também incomoda — e que instiga o público a pensar: o que ainda é possível  transformar? E, ainda mais importante: como fazê-lo?”, reflete o grupo Laia do Teatro.

Sobre o autor

Dramaturgo e teórico uruguaio, Santiago Sanguinetti é um dos nomes mais instigantes do teatro político latino-americano contemporâneo. Sua obra mistura paródia, nonsense e crítica ideológica, promovendo embates entre cultura pop e pensamento revolucionário.

Na  trilogia “Trilogia da Revolução”, que inclui Breve apologia do caos…, cria  personagens que, em meio ao  fracasso político, elaboram planos absurdos em um mundo em colapso. Outros textos de destaque escritos por ele são Bakunin Sauna,Tambo Prehistórico Theme Park  e El gato de Schrödinger. Sanguinetti faz parte de uma  geração que repensa o teatro  político com ironia, velocidade e lucidez crítica.

Sobre Laia do Teatro

A Laia do Teatro, coletivo formado por Aline Pimentel, André Barreiros e Victor Barreto, iniciou sua trajetória em 2020, com o experimento cênico intitulado “Só os pássaros são livres”, inspirado na obra de Eduardo Galeano. Este trabalho convidava a uma reflexão  sobre o alcance das interações humanas nas redes sociais e foi selecionado para integrar o  Festival de Teatro de Bernardino de Campos, no interior de SP.

O segundo projeto do grupo foi a montagem da peça “A morte e a donzela”, de Ariel Dorfman, dirigida por Laerte Mello. Entre 2020 e 2022, os artistas investigaram o período ditatorial de Pinochet no Chile e as suas consequências a longo prazo para a memória e a construção da identidade desse país.

Em seu terceiro trabalho, a Laia voltou seu olhar para um grande escritor brasileiro: Machado de Assis. Durante os anos de 2023 e 2024, o grupo construiu uma adaptação voltada ao público infantojuvenil da obra “O alienista”, sob a direção de Rodrigo Audi, e trouxe à cena, de maneira lúdica, a discussão sobre a loucura e o poder. A peça esteve em  cartaz no Sesc 14 Bis em maio de  2024 e movimentou públicos de todas as idades.

Sobre o diretor

Thiago Andreuccetti é um artista brasileiro que atua em teatros, ruas e circos, combinando técnicas de teatro físico como commedia dell’arte, mímica, ginástica natural e mastro chinês. Formado pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul (2006), iniciou sua  carreira como palhaço em hospitais  e espetáculos educativos. Estudou  com mestres como Esio Magalhães, Tiche Viana e André Casaca. Participou de mais de 20 produções  dirigidas por nomes como Hugo Possolo e Ricardo Karman.

Em 2017, foi selecionado na audição brasileira do Cirque du Soleil e, no ano seguinte, integrou o elenco do espetáculo Amaluna, para o qual criou o personagem Tito. Com a companhia, realizou turnês internacionais por países como Canadá, Estados Unidos,  Chile, Colômbia e Peru, apresentando-se para mais de um milhão de pessoas até o  encerramento do show em 2020.  Em 2022, estreou o solo autoral Ítaca, ainda em cartaz. E, atualmente, desenvolve a pesquisa de seu novo espetáculo de palhaço.

Ficha Técnica

Texto: Santiago Sanguinetti

Tradução: Aline Pimentel

Direção: Thiago Andreuccetti

Assistente de direção: Fernanda Comenda

Elenco: Laerte Mello, Aline Pimentel, André Barreiros e Victor Barreto

Cenário: Laia do Teatro

Figurino: Laia do Teatro

Iluminação: Nalin Junior

Trilha: Laia do Teatro

Fotos: Artur Kraimmer

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Designer/projeto gráfico: Laia do Teatro
Apoio: Escola Palco Teatro

Serviço

Breve apologia do caos pelo excesso de testosterona nas ruas de Manhattan, de Santiago Sanguinetti, com Laia do Teatro

Temporada: 4 de outubro a 2 de novembro de 2025

Aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h

No dia 5 de outubro não haverá sessão
Pequeno Ato – Rua Dr. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$30 (meia-entrada)

Vendas online em https://linktr.ee/laiadoteatro

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos

Capacidade: 40 lugares

Teatro

MANHÊ!

Direção: Rafael Primot | Com: Wanessa Morgado

Matéria: Divulgação
Foto:  Kim Leekyung

 

MANHÊ! é um espetáculo provocador e divertido que propõe uma conversa urgente e necessária sobre os papéis sociais atribuídos às mulheres, suas escolhas (ou a falta delas) e as pressões que recaem sobre o feminino em nossa sociedade.

A comédia realista sobre fraldas, caos e amor incondicional foi escrita por Andréa Batitucci, roteirista das séries “Minha mãe é uma peça”, Além da ilha”, “Vai que cola” entre outros textos para teatro e cinema.

Inédito, o roteiro foi baseado em esquete original de Wanessa Morgado, que estrela o monólogo. A direção é de Rafael Primot.

MANHÊ! conduz a plateia para uma incursão ao maravilhoso, misterioso, paradoxal e assustador mundo da “maternagem” – esse termo cunhado com precisão para deixar, na maioria das vezes, exclusivamente a cargo da mãe os cuidados e as responsabilidade sobre a criança.

Com muito humor e um formato que mistura monólogo teatral com pequenos esquetes cômicas, Mulher e Mãe vão contando – e revivendo – suas experiências desde a primeira gravidez até a vida adulta dos filhos, passando pelo momento do parto, amamentação, desfralde, desmame, introdução alimentar, vida social, vida sexual, crise no casamento, separação, babás, guarda compartilhada, madrastas e padrastos, além dos novos e intermináveis eventos familiares.

 

Serviço

MANHÊ!

Texto: Andrea Batitucci

Direção: Rafael Primot

Elenco: Wanessa Morgado

Duração: 60minutos

Gênero: Comédia

Classificação etária: 14 anos

Temporada: de 9 a 30 de setembro, terças-feiras, às 20h.

Ingressos: R$ 70 | R$ 35 meia

Vendas online: www.teatrouol.com.br

 

Horário de funcionamento da bilheteria:

De terça a sexta-feira: das 17h às 20h;
Sábados, das 13h às 22h;
Domingos, das 13h às 20h;

 

TEATRO UOL | 300 lugares

Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço / Tel.: (11) 3823-2323 

Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel.: 4040-2004

 

Ficha Técnica:

Atriz: Wanessa Morgado

Direção: Rafael Primot

Assistência de direção e produção: Rodrigo Frampton

Texto: Andrea Batitucci

Luz: Denilson Marques

Cenário e Figurinos: Rafael Primot

Trilha sonora: Vinicius Bini

Roupas: AMP A Mulher do Padre

Arte gráfica e designer: Haroldo Miklos

Fotos: Kim Leekyung

Assistência e colaboração geral: Bellatrix Serra

Produção: Madaitb Produções Artísticas e Enkapothado Artes

Teatro

Bianca Rinaldi e Rodrigo Phavanello estreiam a comédia “Casa, Comida e Alma Lavada” no Teatro Santo Agostinho

Matéria: Divulgação

Com sucesso de público pelos palcos de diversas cidades brasileiras, a  comédia “Casa, Comida e Alma Lavada”, com autoria de Américo Nouman Jr. e Ricardo Tibau, anuncia nova temporada na cidade de São Paulo. Com estreia no próximo dia 5 de julho, no palco do Teatro Santo Agostinho, a peça destaca em cena, os atores Bianca Rinaldi (Tânia Mara). e Rodrigo Phavanello (Luis Alberto) e contará com apresentações nos sábados 12, 19 e 26 de julho.

“Estar no palco representando, é uma realização uma alegria transbordante e quando sento que o público participa do começo ao fim, rindo, se vendo em cena, refletindo, se envolvendo junto com gente nessa história, a realização e a alegria se tornam missão cumprida. Vou pra casa com a Alma Lavada”, comenta a atriz Bianca Rinaldi, no elenco desde do início da montagem, em setembro de 2024, no Rio de Janeiro.

“Com muito humor e uma boa dose de realidade, Casa, Comida e Alma Lavada nos faz rir e refletir sobre os altos e baixos da vida a dois. Entre trocas de farpas e momentos de cumplicidade, a peça mostra que, no fim das contas, o amor que resiste ao tempo é aquele que aprende a rir de si mesmo”, pontua o ator Rodrigo Phavanello, que passou a dividir o palco com Bianca, em março deste ano.

A comédia “Casa, Comida e Alma Lavada” apresenta ao público, com muito humor e irreverência, a história de Tânia Mara e Luís Alberto, onde após 20 anos de casados, resolvem aderir à DR (Discussão da relação), quando vem à tona toda a trajetória do relacionamento, desde os apaixonados tempos de namoro até os dias atuais, onde, de ambas as partes, são revelados os detalhes e os segredos mais íntimos da relação e também dos que nela estão envolvidos.

Com direção assinada pelo experiente diretor Rogério Fabiano, a montagem preserva com excelência, a essência do texto, com os atores mantendo interação com o público, que acabam contando suas histórias e ao se identificarem com essa troca de farpas, chegam à conclusão de que na tradicional guerra dos sexos, quando o amor resiste ao tempo lutando contra tudo e contra todos, não existe um vencedor.

“Nada mais compensador para um autor do que ver sua obra crescer. O espetáculo “Casa, Comida e Alma Lavada!” é para mim como um filho primogênito que faz os pais vibrarem na primeira palavra, no primeiro passo, no primeiro banho. “Casa, Comida e Alma Lavada” foi a primeira peça escrita, a primeira montada, a primeira remontada, a primeira a trocar elenco. Agora, nessa nova temporada, está adulta. A sensação é quase a mesma de um pai ao ver seu primogênito se formando na faculdade”, comemora o autor Américo Nouman Jr, que fez a estreia do texto da comédia em setembro de 2003.

SINOPSE

Uma comédia teatral que mergulha no relacionamento do casal Tânia Mara e Luís Alberto.  A peça oferece uma perspectiva única, alternando entre os pontos de vista feminino e masculino sobre situações cotidianas, enquanto satiriza os defeitos e manias de cada um. Dividida em episódios, a história começa nos tempos de namoro, quando Tânia Mara fala romanticamente ao telefone com sua amiga sobre o seu namorado.

À medida que avança para o casamento, a empolgação diminui e as conversas revelam uma visão menos entusiasmada sobre o marido. Eventualmente, pequenas peculiaridades como o hábito de Luís Alberto de usar meias pretas para dormir se tornam motivo de desdém por parte de Tânia Mara. O clímax da peça é alcançado quando Tânia Mara e Luís Alberto reconhecem os aspectos positivos de sua jornada juntos, revelando a beleza e a importância de compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.

FICHA TÉCNICA

Eçenco:

Tania Mara:  Bianca Rinaldi

Luis Alberto: Rodrigo Phavanello

Direção: Rogério Fabiano

Direção de Movimentos: Ciro Barcelos

Cenário e Figurinos: Márcio Araújo

Customização: Débora Munhyz

Designer de luz: Rafael Burgath

Trilha Sonora: Miguel Briamonte

Produção Executiva: Gherardo Franco

Produção: Rama Kriya Produções

Assessoria de Imprensa: Davi Brandão

SERVIÇO:

CASA, COMIDA E ALMA LAVADA

Temporada: apresentações aos sábados, dias 5, 12, 19 de julho, às 20 horas e  26 de julho, às 18 horas.

Teatro Santo Agostinho–  Rua Apeninos, 118, na Liberdade 

Ingressos: R$ 100,00 

Classificação: 14 anos

Duração: 75 minutos

Gênero: Comédia

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida