segunda-feira, 13 abril, 2026

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Teatro

HABITAT, do premiado Rafael Primot, estreia em janeiro no Teatro Estúdio

Matéria: Divulgação
Foto: Kim Leekyung

Os fenômenos do cancelamento, da manipulação da verdade e do julgamento popular podem trazer consequências extremamente perigosas na Era das Redes Sociais. Para trazer luz a essas discussões, Habitat, com dramaturgia de Rafael Primot (prêmios Shell, Cesgranrio e Cooperativa Paulista de Teatro), tem sua temporada de estreia no Teatro Estúdio, de 13 de janeiro a 5 de março de 2026. As apresentações acontecem de terça a quinta-feira, sempre às 20h.

O espetáculo tem ainda direção de Eric Lenate e Lavínia Pannunzio e, além de Primot, traz no elenco Fernanda de Freitas (Tapas e Beijos, Um Lugar ao Sol, O Sétimo Guardião) e Rogério Brito (Fuzuê, Nos Tempos do Imperador, 3%, Sintonia). Já a produção é da Enkapothado Artes.

Habitat é inspirada em fatos reais e acompanha o embate entre três personagens a partir de um crime ocorrido dentro de uma grande rede de supermercados: a jornalista investigativa Nádia, o trabalhador braçal Adailton e o gerente da loja Tite. Um incidente trágico dentro do estabelecimento entrelaça seus destinos e dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Graças a sua relevância para os dias atuais, o texto recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas, Proac 2024.

A dramaturgia, segundo o autor e ator Rafael Primot, nasceu de sua observação das redes sociais e notícias e como muitas vezes as pessoas passam a julgar e a condenar umas às outras sem ouvir todos os lados das histórias. “Esse fenômeno contemporâneo do cancelamento e da desumanização me instigaram profundamente. Comecei a refletir sobre como estamos perdendo a capacidade de empatia, e o teatro, para mim, é o espaço ideal para debater isso e colocar uma lente de aumento sobre nossos comportamentos coletivos”, revela.

Além de ser uma obra artística relevante, Habitat é uma resposta ao momento atual, no qual a arte e a cultura enfrentam desafios significativos. Trata-se de uma obra provocativa sobre moralidade, responsabilidade e o poder destrutivo dos julgamentos virtuais. Em tempos de exposição total, o espetáculo convida o público a refletir sobre empatia, cancelamento, e a complexa verdade por trás de cada “vilão” digital.

“A força de Habitat está na palavra, nos diálogos que movem a ação e revelam as camadas psicológicas de cada personagem. É um texto sobre o que dizemos, mas principalmente sobre o que nossas palavras podem causar. E essa força ganha vida através do elenco, com enorme potência dramática, e a parceria inédita entre Éric Lenate e Lavínia Pannunzio na direção, que trouxe uma intensidade e um olhar sensível para esse embate humano”, acrescenta Primot.

Ficha técnica

Elenco: Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito

Direção: Lavínia Pannunzio e Eric Lenate

Texto: Rafael Primot

Trilha Sonora: LP Daniel

Figurinos e direção de arte: Carol Bertier

Cenário: Eric Lenate

Luz: Sarah Salgado

Visagismo: Alisson Rodrigues e Emi Sato

Designer gráfico: Patrícia Cividanes

Mídias Sociais: Haroldo Miklos

Making of e captações: Otávio Pacheco

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Fotos ensaio e  palco: Leekyung Kim

Fotos de estúdio: Sérgio Santoian

Produção: Franz Keppler e Rafael Primot

Uma produção Enkapothado Artes

Realização através do Proac2024

Sinopse

A jornalista Nádia (Fernanda de Freitas) entrevista o assassino confesso Adailton (Rafael Primot), que, por sua vez, acusa o executivo Tite (Rogério Brito) de ser o mandante do crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados. Inspirado em um fato real.

Um incidente trágico que dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Dirigido por Lavínia Pannunzio e Eric Lenate, traz no elenco nomes como Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito. O texto, relevante para os dias atuais, recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas (Proac 2024).

Serviço

Habitat, de Rafael Primot

Temporada: 13 de janeiro a 5 de março de 2026*

às terças, quartas e quintas-feira, às 20h

* Não haverá sessões nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro

**Sessão exclusiva para convidados: 19 de janeiro

Teatro Estúdio –  Conselheiro Nébias, 891 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, Metrô Santa Cecília

Ingressos: R$100 (inteira) e R$50(meia-entrada)

Venda online Sympla

Bilheteria:

Bilheteria física: Teatro Estúdio – tel: (11) 97474-1912

Horário de funcionamento: somente em dias de espetáculo, 2 horas antes do início da apresentação.

Estacionamento na frente do teatro

Telefone: (11) 97474-1912

Acessibilidade: Sim

Teatro

Empório de Teatro Sortido celebra 15 anos com nova montagem para o sucesso MÚSICA PARA MORRER DE AMOR, com estreia em outubro no Teatro Estúdio

Matéria e foto: Divulgação

Em seu aniversário de 15 anos, a Cia. Empório de Teatro Sortido revisita seu trabalho inaugural em uma nova versão para Música para Morrer de Amor, com dramaturgia de Rafael Gomes. O espetáculo, que tem direção de Fabrício Licursi e Victor Mendes, tem sua temporada de estreia  no Teatro Estúdio, de 11 a 30 de outubro, com apresentações de quarta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 15h e às 18h.

Montado originalmente em 2010, com o título “Música para Cortar os Pulsos”, o espetáculo fez enorme sucesso de crítica e público – não à toa que conquistou o Prêmio APCA de Melhor Peça Jovem e ganhou uma adaptação cinematográfica.

A nova versão ganha o formato musicado e está recheada de canções originais, compostas de forma colaborativa. “Esse era dos desejos levantados por Rafael Gomes e Victor Mendes, os criadores originais. Nossos amantes ou apaixonados errantes Luiza Porto, Vitor Rocha, Daniel Haidar e Arthur Berges chegam como intérpretes criadores que carregam a linguagem da música no seu fazer teatral. Com eles, a música é possível através de um canto, do tocar um instrumento, de virar dramaturgia”, revela o codiretor Fabrício Licursi, que foi preparador de elenco e diretor de movimento no filme.

A peça conta três histórias que se entrelaçam ao som e com a intensidade das músicas para morrer de amor: Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer muito se apaixonar e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.

“Essa peça fala sobre amor de um jeito muito delicado, muito honesto, e acho que essa é sua maior força. Foi isso que perseguimos há 15 anos enquanto estávamos criando e eu integrava o elenco, no papel de Ricardo. Como contar essa história com a nossa verdade? Sempre fomos conduzidos pelo texto, como se cada palavra nos pegasse pela mão para um passeio na intimidade, no recorte da vida desses três personagens. Agora, muita coisa mudou, mas o amor eu acredito que não. Há quem esteja apaixonado, há quem foi abandonado e há quem espera o que pode acontecer na próxima esquina”, reflete o codiretor Victor Mendes.

Ainda sobre os desafios de criar uma nova versão de um espetáculo escrito há uma década e meia, Mendes acrescenta: “Uma das coisas que de fato se transformou nos últimos 15 anos, foi o próprio ‘mercado’, que foi invadido pelo teatro musical com muita força. Sua invasão também fez com que ampliasse um desejo, ainda tímido, de criar musicais brasileiros. Esse foi um dos motores para essa nova montagem, misturar o nosso universo, nossas vivências, nossas experiências de 15 anos de Empório de Teatro Sortido com uma nova geração, que tem paixão por música e faz isso acontecer de uma maneira poética e autoral”.

A encenação, como conta Licursi, é focada na capacidade do ator criar sensações e sentidos para o público, a partir de seu corpo e palavra. “Como diretores, estamos desenhando o espaço da cena a partir de composições e jogos que potencializam, essa, que acreditamos ser uma das belezas do teatro. Como intérpretes, os atores nos presenteiam com uma diversidade de perspectivas, devolvem perguntas para nossas afirmações, criam e recriam partituras”, comenta.

A companhia

Fundada em 2010 por Rafael Gomes e Vinicius Calderoni, a Empório de Teatro Sortido se consolidou como um coletivo de autores-encenadores voltado à criação de dramaturgia própria e releituras de textos clássicos e contemporâneos. Em 15 anos de atuação, assinou 10 espetáculos que conquistaram crítica e público, especialmente entre plateias jovens, fortalecendo a formação de novos espectadores para o teatro.

Entre as produções de destaque estão Música para cortar os pulsos (Prêmio APCA 2010 – Melhor Peça Jovem), Um bonde chamado desejo (Prêmio Shell SP – Melhor Direção, Atriz e Cenário), Os arqueólogos (Prêmio APCA – Melhor Autor) e a Trilogia Placas Tectônicas, contendo as peças Não Nem Nada,  Ãrrã (Prêmio Shell – Melhor Autor) e Chorume.

Ficha Técnica

Texto: Rafael Gomes

Direção: Fabrício Licursi e Victor Mendes

Elenco: Daniel Haidar, Luiza Porto, Vitor Rocha, Arthur Berges (alternante do Vitor em algumas sessões)

Direção de produção: Rafael Rosi

Produção executiva: Diogo Pasquim

Produção: Art’n Company

Sinopse

Nova versão da peça que inaugurou a trajetória da companhia. Três histórias sentimentais se entrelaçam ao som e com a intensidade das músicas para morrer de amor: Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer muito se apaixonar e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.

Serviço

Música para morrer de amor, com Empório de Teatro Sortido

Temporada: 11 a 30 de outubro de 2025

De quarta-feira a sábado, às 20h; e aos domingos às 15h e às 18h

Teatro Estúdio – Rua Conselheiro Nébias, 891, São Paulo

Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada)

Vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/110399/d/337422/s/2293617

Bilheteria: abre duas horas antes da sessão

Serviço de Valet com Estacionamento no local

Capacidade: 180 lugares

Classificação: 14 anos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Duração: 70 minutos