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Depois do sucesso de critica e público em 2024, vencendo Prêmio APCA de Melhor Espetáculo, Kiko Mascarenhas volta a São Paulo com o solo “Todas as Coisas Maravilhosas”, com texto dos ingleses Duncan MacMillan e Joe Donahuer e direção de Fernando Philbert (“Job”, “Três Mulheres Altas”, “O Escândalo Philippe Dussaert”).


Em uma de suas montagens, o texto recebeu elogiosa resenha do The New York Times: "A peça de Macmillan, embora seja muito engraçada, é completamente consciente de que, quando encaramos perdas e depressão, uma grande força de vontade é exigida para lembrar porque vale a pena continuar vivendo. Essa busca é a potência que torna o texto fascinante", escreveu o crítico Ben Brantley.


Sinopse:


Aos sete anos de idade, um menino descobre que sua mãe sofre de depressão. A partir daí, ele começa a escrever listas de todas as coisas maravilhosas que podem fazê-la recuperar a vontade de viver e as deixa em locais estratégicos, para que ela encontre e redescubra "motivos" para continuar viva.


A montagem


Na pele deste menino que dedica seus dias a salvar a mãe, e com a ajuda e participação do público, Kiko Mascarenhas vai criando ao longo da peça uma grande lista formada por coisas, lugares e sensações que remetem ao prazer e à alegria. O público participa - de forma consentida - sugerindo itens para a “lista da felicidade”, e/ou representando, a pedido do ator, alguma personagem da vida do menino.


“Uma peça de teatro se realiza no encontro maravilhoso entre o público e o ator. No olhar da plateia é que as cenas ganham sentido e se tornam teatro. (...) O teatro tem sua delicada tradução nesta parceria em cena (...). Esta peça é sobre viver. Sobre prestar atenção na vida em todos os seus pequenos detalhes. De um banho de chuva ao macarrão à bolonhesa. Que o espectador volte para casa e no caminho comece a sua lista: número um...”, reflete o diretor, Fernando Philbert.


"A peça propõe uma interação entre o ator e público de uma forma delicada, respeitosa, divertida e leve, sem nunca ser invasiva. A história é contada junto com o público, que me ajuda nessa narrativa, fazendo com que cada apresentação seja verdadeiramente única”, explica Mascarenhas.


Como numa grande brincadeira coletiva, o ator recria esse universo repleto de imaginação (do personagem quando menino) e memórias (do personagem conforme vai crescendo), lançando mão de objetos simples do cotidiano como papel e lápis, caixas, meias, objetos de uso pessoal.


O que diz a critica


“Kiko Mascarenhas — em atuação de uma humanidade contagiante — recebe e cumprimenta cada espectador como se fôssemos todos amigos de longa data envolvidos em uma mesma celebração. (…) em ótima adaptação de Diego Teza e sob a delicada direção de Fernando Philbert, o próprio ato de ir ao teatro torna-se item obrigatório de qualquer lista congregando todas as coisas maravilhosas que fazem a vida, apesar de tudo, valer a pena.” (Patrick Pessoa, O Globo)


“O texto dos ingleses Duncan Macmillan e Jonny Donahoe por si só já é cheio de emoção, mas o talento e a entrega de Kiko em cena tornam a história ainda mais envolvente e comovente. Ele tem brilho no olhar. Nos momentos divertidos, a doçura do personagem encanta o público, enquanto, nos trechos com narrativas mais tensas e dolorosas, a empatia abarca a todos.” (Fabiana Seragusa, Culturice)


“Ator carismático, vai do menino ao adulto com espontaneidade, apoiado na vibração das histórias, da relação com o público e da emoção que sabe acioná-las com maestria nos momentos certos. Espetáculos assim, que exigem extrema comunicabilidade com a plateia, só funcionam com intérpretes experientes, preparados e capazes de travar um jogo teatral acertado entre o texto e a improvisação.” (Celso Faria, blog e-urbanidade)


“Nenhuma palavra do dicionário pode descrever, de fato, o que é viver a experiência de estar presente no universo de Todas as Coisas Maravilhosas; que trata de um tema espinhoso de uma maneira tão lúcida e humana, que você sai do teatro absolutamente renovado e celebrando a vida. (…) Este espetáculo ficará impresso para sempre na vida de Kiko, e também na de todos aqueles que entraram na sala do Teatro Poeira, para dividir com ele dezenas de minutos da mais grande expressão do teatro da delicadeza.” (Ricardo Schöpke, Revista Programa)


“Kiko leva o espetáculo com naturalidade, segura suas emoções. Ele brincar no palco, se entrega e nós o recebemos entendendo, mais uma vez, a missão do teatro, que é transformar.” (Paty Lopes, Olhar Teatral)


Ficha técnica:

Ator: Kiko Mascarenhas

Autor: Duncan Macmillan e Joe Donahue

Tradução e adaptação: Diego Teza

Direção: Fernando Philbert

Preparação de ator: Ana Luiza Folly

Iluminador: Vilmar Olos

Figurinista: Tereza Nabuco

Concepção cenográfica e adereços: Luciane Nicolino e Mauro Vicente Ferreira

Direção de arte: Luciane Nicolino

Programação visual / Design gráfico: Vento Estúdio

Fotos arte e vídeos: Gab Lara

Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Operador luz / som / direção de palco: Daniel Marques

Assistente de produção: Cintia Duque

Direção de produção: Cristiana Lara Resende

Coprodução: Ufa! Produções Artísticas Ltda

Produção e Realização: KM ProCult


Serviço:

Todas as Coisas Maravilhosas (de 16 de outubro até 13 de dezembro)

Gênero: Comédia dramática

Quando: Sextas e sábados (20h) domingos (18h)

Local: Teatro Tucarena (Rua: Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo/SP)

Ingressos: R$ 120,00 e R$ 60,00 (meia)

Duração: 70 min

Classificação: 12 anos

Capacidade: 288 espectadores


Kiko Mascarenhas - ator


Kiko Mascarenhas, contabiliza, no teatro mais de 40 espetáculos como ator, tendo trabalhado com grandes diretores e recebendo prêmios e indicações ao longo de seus 40 anos de carreira.


Destaca-se em “O Desaparecimento do Elefante”; “Os Altruístas”; “A Falta Que Nos Move”; “O Camareiro”, ao lado de Tarcísio Meira, em que também assinou a produção. Em parceria com Lázaro Ramos, produziu e dirigiu “O Jornal” e, na sequência, realizou uma ocupação artística no Teatro Poeirinha com duas peças: “Meninas e Meninos” e “Todas as Coisas Maravilhosas”.


Na TV, estreou na novela “A Viagem”, e destaca-se nos seriados “Separação?!” fazendo o peruano Delavega; “Tapas e Beijos”, interpretando o advogado Tavares; “Mister Brau” como Gomes, o fiel secretário dos Brau (Tais Araújo e Lazaro Ramos). Nas novelas, seus personagens mais recentes são Teófilo, o ‘congelado’ em “O Tempo Não Para”, Virgulino em “Éramos Seis” e, mais recentemente, como Irandir/Bob Wright em “Cara e Coragem”.


No cinema foi dupla de Leandro Hassum na trilogia “Até Que a Sorte nos Separe”, além de atuar nos filmes como “Lost Zweig”, “Salve Geral”, “Meu Nome Não é Johnny” entre outros.


Duncan Macmillan - autor


Dramaturgo e roteirista britânico, nascido em 1980, é conhecido por suas peças provocativas e emocionalmente impactantes, que frequentemente exploram temas como família, saúde mental e questões contemporâneas.


Macmillan colaborou com companhias de teatro renomadas como o Royal Court Theatre e o National Theatre em Londres. Suas obras notáveis incluem "People, Places & Things" (2015), que explora vícios e recuperação, e "Every Brilliant Thing" (2013), escrita em parceria com Joe Donahue, peça interativa que aborda depressão e suicídio.


Além de seu trabalho no teatro, Macmillan escreveu para o cinema e televisão. Ele corredigiu o roteiro do filme "Mum's List" (2016), baseado na memória de St. John Greene. Também trabalhou como roteirista na série de televisão "Brexit: The Uncivil War" (2019), que retrata os eventos que levaram ao referendo do Brexit em 2016.


Fernando Philbert - diretor


Fernando Philbert iniciou sua carreira como diretor assistente de Gilberto Gawronski, Domingos Oliveira e, desde o ano de 2008, com o diretor Aderbal Freire-Filho, de quem foi assistente em mais de quinze peças, entre elas “Hamlet” com Wagner Moura; “A Ordem do Mundo” com Drica Moraes; “Incêndios” com Marieta Severo; “Macbeth” com Renata Sorrah e Daniel Dantas, entre outras. Assinou a codireção de “O Topo da Montanha” com Lázaro Ramos e Thaís Araújo. Como diretor assinou “O Escândalo Felipe Dussaert”, com Marcos Caruso, vencedor de todos os prêmios de melhor ator no Rio de Janeiro em 2016. Em 2017 dirige “Contos Negreiros do Brasil”, em 2018 dirige Louise Cardoso em “O Que é Que Ele Tem”, baseado no livro homônimo de Olivia Byington.


Entre outros espetáculos, dirige Kiko Mascarenhas em “Todas as Coisas Maravilhosas”, indicado aos Prêmios Shell categorias Melhor Direção e Ator; Pedro Paulo Rangel em “O Ator e o Lobo”, indicado a categoria Melhor Dramaturgia; Thelmo Fernandes em “Diário do Farol – Uma Peça sobre a Maldade”, Prêmio Cesgranrio categorias Melhor Ator e Melhor Espetáculo; “Órfãos” e “Três Mulheres Altas”, agraciados com diversos prêmios e indicações. Recentemente dirigiu “JOB”, com Bianca Bin e Edson Fieschi, e “Na Marca do Pênalti”, autobiografia cênica com Walter Casagrande.