domingo, 8 fevereiro, 2026

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O Veneno do Teatro, com Osmar Prado e Maurício Machado

Matéria: Divulgação
Foto: Priscila Prade

ACLAMADO POR PÚBLICO E CRÍTICA EM TODO O MUNDO E ENCENADA EM 62 PAÍSES,
VERSÃO BRASILEIRA DIRIGIDA POR EDUARDO FIGUEIREDO REALIZARÁ 8 APRESENTAÇÕES GRATUITAS NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO.

O público de São Paulo poderá assistir ao espetáculo que já levou mais de 60 mil pessoas ao teatro no Brasil e foi vista por mais de 6 milhões de pessoas em suas diversas montagens pelo mundo. “O Veneno do Teatro”, protagonizado por Osmar Prado e Maurício Machado, fará quatro apresentações no Teatro Firjan SESI Jacarepaguá entre o final de outubro e início de novembro de 2025. Obra-prima do premiado autor espanhol Rodolf Sirera, um dos dramaturgos contemporâneos de maior renome na Europa, o texto clássico já foi encenado em 62 países. Cheio de suspense, é um trilher fascinante que mantém o espectador hipnotizado do início ao fim.

Dirigida por Eduardo Figueiredo, a peça estrelada por Osmar Prado e Maurício Machado. Os personagens estabelecem uma relação peculiar, desenvolvendo uma história eletrizante e repleta de suspense e reviravoltas, em que a intriga é mantida durante toda a arrebatadora performance da dupla de atores, num jogo perigoso e contundente.

No espetáculo, um ambicioso e famoso ator chamado Gabriel De Beaumont (Maurício Machado) é convidado por um excêntrico Marquês (Osmar Prado) para interpretar uma peça teatral de sua autoria. No encontro, o Marquês, por meio de um jogo psicológico, passa a controlar o ator. E ele logo descobre que tudo não passa de uma armadilha para submetê-lo a um experimento cruel onde os limites de realidade e ficção se confundem. Depois de muitas surpresas, o Marquês revela-se um psicopata capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos.

Traduzido em vários idiomas, entre eles, inglês, francês, italiano, eslovaco, polonês, grego, português (de Portugal e do Brasil), croata, húngaro, búlgaro e japonês, a peça foi apresentada em 62 países como Espanha, Inglaterra, França, Venezuela, Polônia, Grécia, Porto Rico, Argentina, México, Estados Unidos e Japão. Vista por mais de 6 milhões de pessoas pelo mundo, colecionou prêmios por onde passou, confirmando seu sucesso, vitalidade e contemporaneidade. Sempre em cartaz em algum país desde então, recentemente reestreou na Espanha e Argentina, com grande êxito de público e crítica.

O texto original foi escrito na década de 70 após a ditadura de Franco e no início do processo democrático na Espanha. A história se passa na França, em 1784, na pré-revolução francesa. A montagem brasileira assume uma postura atemporal, inspirada na década de 20 em Paris, e é a primeira de todas as montagens já encenadas pelo mundo a apresentar música ao vivo, executada pelo violoncelista Matias Roque. A direção musical é de Guga Stroeter.

“Es una obra interesante, un juego dialéctico sobre ser y representar. Es una fábula moral, un thriller en torno a lo que es el arte”, diz o autor Rodolf Sirera.

“Em um momento com tantas adversidades, em que o homem apresenta sérios sinais de retrocesso e barbárie, a obra de Rodolf Sirera nos traz uma importante reflexão sobre civilidade, poder e até onde pode ir a crueldade do ser humano”, ressalta o diretor Eduardo Figueiredo.

Com mais de 100 apresentações em todo o Brasil, “O Veneno do Teatro” já foi encenado em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, sempre com sucesso de público e crítica. Considerado pela Folha de São Paulo entre os 10 melhores espetáculos da temporada de 24, em setembro daquele ano recebeu 14 indicações ao 23°Prêmio Cenym de Teatro Nacional. Entre eles, as categorias de melhor espetáculo do ano, de melhor ator (Osmar Prado) e de melhor ator coadjuvante (Maurício Machado).

“O Veneno do Teatro cria envolvente suspense com Osmar Prado e Maurício Machado em jogo afiado. Os dois atores criam um jogo sofisticado e surpreendente.”

Miguel Arcanjo_crítico / jornalista / jurado APCA/SP

“O texto de Sirera oferece dois grandes personagens, de perfis e estruturas diferentes, que são defendidos com garra pelos intérpretes.

O Veneno do Teatro, na concepção de Figueiredo, é uma peça de ideias, um daqueles espetáculos que deseja provocar o público com um texto que revela camadas inesperadas. A opção de levar ao palco a obra de Sirera prova a conexão de Figueiredo com o seu tempo na escolha dos projetos.”

Dirceu Alves Jr._jornalista, escritor e crítico de Teatro/SP

“O carisma de Osmar Prado é inigualável. Seu personagem é dúbio e possui uma fina camada de idiossincrasia. Sua paixão pelo teatro o leva ao limite da razão. A atuação de Maurício Machado vai crescendo numa espantosa velocidade e robustez. Entendemos, nesse momento, a escolha do parceiro. Dois gigantes, cada um de seu tempo.”

Eliana de Castro_crítica de Teatro/SP

“Luminosa performance de dois atores entregues convictamente a um irrestrito jogo dúplice.

Eduardo Figueiredo mostra autoridade cênica para nos sintonizar na trajetória histórica do espetáculo.”

Wagner Corrêa de Araújo_crítico de Teatro/RJ “

“Elegante montagem encenada por Eduardo Figueiredo. Seus personagens se engalfinham em cena como sir Laurence Olivier e Michael Caine. Cenário suntuoso de Kleber Montanheiro, iluminado de modo dionisíaco no desenho de luz de Paulo Denizot. O resultado é um louvor ao teatro, no espaço sagrado do palco.”

Rodrigo Fonseca_crítico de Teatro/RJ

“Os dois atores estão impecáveis. Há um entrosamento perfeito. Parece que atuam juntos há anos. Dominam o texto e o palco plenamente. Passam o texto com emoção, se doam de forma intensa no palco. Dois excelentes atores interpretando personagens com perfis e humanidades distintas.”

Alex Varela_historiador, autor e crítico de Teatro/RJ

“Osmar e Maurício, conseguem um resultado cênico genuíno, dão contemporaneidade ao texto, com interpretações que se confrontam e, ao mesmo tempo, se complementam, graças a capacidade de se comunicarem com o público, sacudindo a plateia para não somente testemunharem, mas participarem com o seu próprio voyeurismo venenoso. As atuações de Osmar e Maurício contribuem decisivamente para isso. Seremos atores da nossa própria vida ou continuaremos marionetes nas mãos de manipuladores e assassinos?”

Francis Ivanovich_jornalista, dramaturgo e cineasta, criador e diretor do Prêmio Nacional de Dramaturgia Flávio Migliaccio e editor geral do Notícias do Teatro/RJ

“O que mais impressiona, na altíssima qualidade do texto, é a capacidade de deixar a plateia em suspense, finalmente boquiaberta com a capacidade única de o teatro nos fazer acreditar.”

Cláudia Chaves_jornalista e crítica de Teatro/RJ “

“Um marco na temporada de SP em 2024.”

(José Marcondes_jornalista da Folha de São Paulo)

SERVIÇO:

O Veneno do Teatro

Texto: Rodolf Sirera

Tradução: Hugo Coelho

Direção: Eduardo Figueiredo

Elenco: Osmar Prado e Maurício Machado

Músico: Matias Roque Fideles

Direção Musical e Trilha: Guga Stroeter

Cenário e figurinos: Kleber Montanheiro

Desenho de Luz: Paulo Denizot

Classificação: 14 anos

Duração: 70 minutos

Local: CAIXA CULTURAL SÃO PAULO

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro /São Paulo – SP

Período: 04 a 14/12 – (quinta a domingo – às 19h)

Sessão com acessibilidade – intérprete de Libras: dia 12/12 (sexta-feira)

Ingressos: gratuitos – (distribuição no local – 1h antes de cada sessão)

Rede social: @caixaculturalsp

Prefira transporte público

O Autor

Rodolf Sirera é um dos dramaturgos de maior renome na Europa. Nascido em Valencia é formado em História e Filosofia. Participa desde o final da década de 60 do movimento do teatro independente. Além de autor, atua como crítico teatral em diferentes publicações (Cartelera Turia, La Marina, Destino, Serra d’Or, Primer Acto, etc.) e como roteirista para TV. Ao longo de sua carreira como autor já escreveu mais de 30 obras e ganhou diversos prêmios como Ciutat de Barcelona, Ciutat de València de la crítica, Ciutat deGranollers, Ciutat d’Alcoi, Premi Born de Teatre, Teatre Principal de Palma, Jaume Vidal Alcover. Suas obras já foram traduzidas para o inglês, francês, italiano, grego, português, entre outros idiomas.

O Diretor

Eduardo Figueiredo é diretor de teatro e mestre em teatro pela USP, encenador de diversos espetáculos e um dos principais produtores do atual teatro brasileiro. Ele é sócio da manhas & manias projetos culturais, e sócio e curador do Teatro J Safra, em São Paulo.

Em sua formação, teve oportunidade de trabalhar com grandes mestres e cias, entre eles: Eugênio Barba (Odin Teatret/Dinamarca), Carlos Cueva (EITALC/Cuba), La Outra Orilla (Alemanha), Living Theatre (USA) e Cia Yayachkani (Peru).

Entre os principais trabalhos, podemos citar: autor e diretor de “Só os Doentes do Coração Deveriam ser Atores”, com Antonio Petrin, e, em 2012, repetiu sua parceria em outro solo com o ator em “Ser Ator”. Em 2008, foi diretor de produção do 7º FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens.

É idealizador e diretor de um dos maiores fenômenos do teatro brasileiro: “Mulheres Alteradas”, adaptação do best-seller de Maitena, com elenco de estrelas composto por: Luiza Tomé, Mel Lisboa, Adriane Galisteu, Samara Felippo entre outros.

Entre outros trabalhos, podemos citar: o premiado “Frida Y Diego” com dramaturgia de Maria Adelaide Amaral, com Leona Cavalli e José  Rubens Chachá; em 2016, a obra de Goethe, “O Aprendiz de Feiticeiro”, primeira peça de teatro do premiado novelista Antônio Calmon, e em 2017, a comédia “Gatão de Meia-Idade”, da obra de Miguel Paiva com Oscar Margini e Leona Cavalli no elenco.

Entre 2018 e 2019, foi diretor do espetáculo “Festa, a Comédia”, um solo cômico com o ator Maurício Machado dos dramaturgos Walcyr Carrasco, Alessandro Marson, Heloisa Perisse, Vicent Villari e Daniele Valente. Também foi diretor geral do show inédito “Casos e canções”, que reúne os mais diversos nomes e gerações através da música, com a atriz Eva Wilma e banda.

Foi diretor do premiado espetáculo “Um beijo em Franz Kafka”, de Sergio Roveri, com Anderson Di Rizzi e Maurício Machado no elenco.

Em 2020, dirigiu a adaptação do livro “O Elogio da Loucura”, um ensaio escrito por Erasmo de Rotterdam em 1509 e publicado em 1511, com Leona Cavalli no elenco. E roteirizou e dirigiu o espetáculo musical “Toada do Bardo”, inspirado na obra de Shakespeare, com Maurício Machado e grande elenco e direção musical de Guga Stroeter.

Em 2021/2022, dirigiu a comédia “Procuro o homem de minha vida, marido já tive”, sucesso e público e crítica, da autora argentina Daniela Di Segni, com grande elenco: Totia Meireles, Leona Cavalli Grace Gianoukas e Maurício Machado, com dramaturgia de Claudia Valli. E dirigiu a adaptação do “O Elogio da Loucura”, um ensaio escrito por Erasmo de Rotterdam em 1509 e publicado em 1511, com Leona Cavalli interpretando a Loucura.

Participa como diretor do projeto em homenagem ao centenário de Cacilda Becker, “Cacilda, por ela mesma”, com Leona Cavalli e grande elenco promovido pelo Itaú Cultural.

Em 2023, dirigiu o espetáculo musical infantil “Hoje tem festa no Céu”, de Cintia Alves.

Em 2024, dirigiu o sucesso de público e crítica “O Veneno do Teatro”, texto premiado em mais de 62 países do autor espanhol Rodolf Sirera, com Osmar Prado e Maurício Machado, que segue sendo montado. Em 2025, vai estrear o espetáculo infantojuvenil “Vamos comprar um poeta”, do autor português Afonso Cruz, em Lisboa/Portugal. E também o musical em homenagem ao grande artista plástico francês “Toulouse Lautrec, boemia, amor e arte”, com grande elenco. E mais uma parceria com Leona Cavalli, o espetáculo “Shakespeare em Crise”, de Thelma Guedes com direção de Eduardo Figueiredo.

Os atores

Osmar Prado é um dos mais prestigiados atores brasileiros, tendo recebido vários prêmios, incluindo três APCA, um Prêmio Guarani, dois Prêmios Qualidade Brasil, e um Troféu Imprensa. Consagrado como um dos maiores atores do teatro e da teledramaturgia brasileira sendo um dos nomes mais recorrentes nas produções da TV Globo.

No cinema, se destacou no filme histórico Desmundo (2003), como Francisco de Albuquerque, pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Prêmio Guarani de Melhor Ator Coadjuvante. Interpretou o presidente Getúlio Vargas no filme biográfico Olga (2004), recebendo elogios por sua atuação, que lhe rendeu o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Ator Coadjuvante em Cinema. Em 10 Segundos para Vencer (2019), Osmar recebeu aclamação por sua atuação como o treinador Kid Jofre. Por esse papel, ele foi eleito Melhor Ator pelo Festival de Gramado e venceu o Prêmio Guarani de Melhor Ator Coadjuvante.

Em sua carreira se destacou diversas vezes por sua versatilidade na atuação. Entre seus papéis notáveis nesse período, incluem-se o dependente químico Lobato em O Clone (2001); o divertido Margarido em Chocolate com Pimenta (2003); o Pai na antológica minissérie Hoje É Dia de Maria (2005); o poderoso Cícero em Ciranda de Pedra (2008) e o coronel Epaminondas Napoleão em Meu Pedacinho de Chão (2014). Seu último trabalho de sucesso foi na novela “Pantanal”, como Velho do Rio (2022), todos na TV Globo.

Maurício Machado acumula diversas indicações aos principais prêmios nacionais de teatro em 37 anos de carreira. Já foi dirigido pelos principais nomes do país nas artes cênicas em mais de 30 montagens teatrais, nas quais em sua grande maioria protagonizou textos de importante autores brasileiros e estrangeiros. Na televisão integrou o elenco de produções como ‘Alma Gêmea’, ‘Cama de Gato’, ‘Cordel Encantado’ e ‘A Lei do Amor’, todas na TV Globo. Também integrou o elenco de ‘Cidadão Brasileiro’, na Record, e Chiquititas’, no SBT. A convite de Ingrid Guimarães fez dupla com a atriz em um quadro do ‘Fantástico’. Participou da série ‘O Outro Escritor’ para o Canal Futura e dos longas ‘Magal, e os Formigas’ e ‘Mulheres Alteradas’, ambas coproduções da Globo Filmes. É sócio-diretor e Curador Artístico do Teatro J. Safra em SP. Recebeu o Prêmio Nacional Cenym (ATEB – Academia de Artes no Teatro do Brasil) de melhor ator em 2019 por sua performance no espetáculo “Um beijo em Franz Kafka”.

A manhas & manias projetos culturais

Produtora com 28 anos de experiência em projetos culturais e eventos coorporativos, com vários espetáculos premiados no currículo, entre eles: “Em Nome do Pai”, com Cláudio Cavalcanti e Maurício Machado, com direção de Marcio Aurelio; “Só Os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores” e “Ser Ator”, ambos solos com Antonio Petrin e direção de Eduardo Figueiredo; “O Mistério do Fantasma Apavorado”, adaptação da obra de Oscar Wilde por Walcyr Carrasco, com grande elenco: Bia Seidl, Petrônio Gontijo, Iara Jamra, Duda Mamberti, Maurício Machado. Esses espetáculos  foram dirigidos por Eduardo Figueiredo.

“O Último Bolero”, com Francisco Cuoco, Adriana Lessa, Chico Tenreiro, com direção de Gracindo Jr.; “A Soma de Nós”, de David Stevens, com: Rogério Fróes, Maurício Machado, Mara Manzan, e participação em vídeo de Nicette Bruno e Ana Lucia Torre; “Cyrano”, espetáculo dirigido por

Karen Acioly com Nívea Stelmann, Thierry Figueira, Tadeu Mello e Maurício Machado e supervisão de Bibi Ferreira. Em 2008, produção do 7 º FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens – com participação de mais de 25 espetáculos internacionais – tema: Ano da França no Brasil – SP/RJ. “As Traças da Paixão”, espetáculo de Alcides Nogueira, e direção de Marco Antonio Braz, com Lucélia Santos e Maurício Machado; “Avalon”, megaprodução no Teatro do Sesi da Paulista, com Lucélia Santos, Sabrina Petraglia, Caio Paduan e elenco de 15 atores. Além das comédias de sucesso: “Mulheres Alteradas”, da obra de Maitena, com adaptação de Andrea Maltarolli e direção de Eduardo Figueiredo, com Luiza Tomé, Mel Lisboa, Adriane Galisteu, Tânia Alves, Samara Felippo, Flavia Monteiro, entre outros; “100 Dicas para Arranjar Namorado”, com Daniele Valente e Christiano Cochrane e participação em off de Marília Gabriela e Antonio Petrin, e “Batalha de Arroz num Ringue para Dois”, de Mauro Rasi, com direção de Jacqueline Laurence, e Nívea Stelmann e Maurício Machado com participação em off de Miguel Falabella e Heloísa Périssé.

Também Maitena na adaptação para teatro de seu segundo livro, “Superadas”, com dramaturgia de Miguel Paiva, com Catarina Abdalla, Mel Lisboa, Raphael Viana e Flávia Guedes. “Frida Y Diego”, com dramaturgia de Maria Adelaide Amaral, com Leona Cavalli e José Rubens Chachá, com longas temporada de sucesso no RJ e SP e turnê pelo país. Da obra de Goethe, “O Aprendiz de Feiticeiro”, primeira peça de teatro do premiado novelista Antonio Calmon, com Maurício Machado, Ghilherme Lobo, Klara Castanho e Julio Oliveira. O premiado “Um Beijo em Franz Kafka”, de Sergio Roveri com Maurício Machado e Anderson Di Rizzi; e as comédias: “Gatão de Meia-Idade, a peça”, pela primeira vez no teatro, autoria de Miguel Paiva; ‘Festa, a Comédia”, um solo cômico com o ator Maurício Machado dos dramaturgos: Walcyr Carrasco, Alessandro Marson, Heloisa Perissé, Vicent Villari e Daniele Valente. Todos esses com direção de Eduardo Figueiredo.

Em 2021/ 2022, Espetáculo musical “Toada do Bardo”, inspirado na obra de Shakespeare, com Maurício Machado e grande elenco, com direção musical de Guga Stroeter. E o projeto em homenagem ao centenário de Cacilda Becker, “Cacilda, por ela mesma”, com Leona Cavalli, Maurício Machado e elenco com parceira do Itaú Cultural. “Procuro o homem de minha vida, marido já tive”, da autora argentina Daniela Di Segni com grande elenco: Totia Meireles, Grace Gianoukas, Leona Cavalli e Maurício Machado, sucesso de público e crítica. E a adaptação do livro “O Elogio da Loucura” um ensaio escrito por Erasmo de Rotterdam em 1509 e publicado em 1511, com Leona Cavalli interpretando a Loucura. Todos com direção de Eduardo Figueiredo.

Em 2023, o espetáculo musical infantil “Hoje tem festa no Ceú”, de Cintia Alves, em turnê nacional. Em 2024, “O Veneno do Teatro”, texto premiado em mais de 62 países do autor catalão Rodolf Sirera, com Osmar Prado e Maurício Machado, sucesso de público e crítica.

Para 2025 o espetáculo infantojuvenil “Vamos comprar um poeta”, do autor português Afonso Cruz e com estreia prevista em Lisboa, Portugal. E o musical em homenagem ao grande artista plástico francês “Toulouse Lautrec, boemia, amor e arte”, com grande elenco. Todos com direção de Eduardo Figueiredo.

Há nove anos, a manhas &manias – projetos culturais é responsável pela gestão, administração e curadoria artística do Teatro J. Safra em São Paulo.

Também são coprodutores do longa da O2 filmes “Mulheres Alteradas”, da obra de Maitena, dirigido por Luiz Pinheiro, com: Deborah Secco, Alessandra Negrini, Monica Iozzi e Maria Casadevall, entre outros atores no elenco. E coprodutores do projeto “Cine Experience”, pioneiro em levar espetáculos de teatro para telas dos cinemas – primeiro espetáculo – “Gatão de Meia Idade”, de Miguel Paiva, com direção de Eduardo Figueiredo. Premiada cinco vezes com o “Hot Top Comunicação de Marketing”.

Ficha Técnica

O Veneno do Teatro

Texto: Rodolf Sirera

Tradução: Hugo Coelho

Direção: Eduardo Figueiredo

Elenco: Osmar Prado e Maurício Machado

Músico: Matias Roque Fideles

Direção Musical e Trilha: Guga Stroeter

Assistente de Direção Musical e Trilha: Pedro Pedrosa

Cenário e figurinos: Kleber Montanheiro

Desenho de Luz: Paulo Denizot

Desenho de som: Anderson Moura e Henrique Berrocal

Fotografias divulgação: Priscila Prade

Programação Visual: Raquel Alvarenga

Assistente de Direção: Gabriel Albuquerque

Camareira: Andrea Bordadagua

Técnico de Som: Henrique Berrocal

Técnico de luz: Daniel Braz

Contrarregra: Rodrigo Bella Dona

Cenotécnico: Evandro Carretero

Administrador: Paulo Paixão

Produção Executiva: Paulo Travassos

Assistente de Produção: Renan Correia

Financeiro: Thaiss Vasconcellos

Leis de Incentivo: Renata Vieira

Idealização e produção: manhas & manias projetos culturais

ExposiçãoSabores de Sampa

Halloween arrepia público do Largo da Batata com festival gratuito

Matéria: Divulgação

O Halloween vai ganhar uma nova dimensão em São Paulo, com uma experiência que vai arrepiar até os mais corajosos! Nos dias 1 e 2 de novembro, o Largo da Batata, em Pinheiros, será tomado por criaturas sombrias, performances assombrantes e muita diversão em um festival promovido pela plataforma Cola em Sampa (com o apoio da subprefeitura de Pinheiros), que promete reviver o espírito das clássicas ‘Noites do Terror’, só que ao ar livre e com entrada gratuita.

O 1º Halloween do Cola em Sampa é uma celebração do imaginário sombrio e divertido que povoa o cinema, a literatura e a cultura pop americana. A partir das 11h, o público já poderá circular entre as barracas de comidas e bebidas. Às 15h começam as atividades temáticas, com pinturas e maquiagens horripilantes. Já às 17h, o clima esquenta, ou melhor, arrepia, com a aparição de zumbis, monstros, palhaços sinistros e bruxas, que vão circular entre o público, transformando o espaço em um verdadeiro cenário de filme de terror.

Sim! O Largo da Batata estará todo no clima da festa e promete transportar o público para dentro de um filme de terror, com ambientes sombrios, luzes, efeitos e espaços instagramáveis.

O evento também vai sediar o Halloween Fashion Show, um concurso gratuito de fantasias, que contemplará com prêmios em dinheiro os trajes mais originais, criativos e aterrorizantes. Quem quiser participar, basta inscrever-se no local, gratuitamente. Será um prêmio para o sábado e um para o domingo, anunciados por volta das 19 horas de cada dia. A votação será de júri popular, levando em consideração critérios de originalidade, criatividade e “horripilaridade” (aquele toque de horror), afinal, despertar o medo é um ponto forte!

Gostosuras, travessuras e sabores sombrios – “Temos um histórico forte no universo da gastronomia e do entretenimento, e o Halloween é uma oportunidade de unir essas duas paixões, transformando o Largo da Batata num grande palco de experiências sensoriais. Queremos que o público viva o clima do terror, mas também saboreie cada detalhe dessa festa”, conta Priscila Arantes, cofundadora do Cola em Sampa, sobre a ideia do evento, onde não poderia faltar comida boa.

Com 50 barracas de street food, drinks temáticos, doces e poções mágicas, o 1º Festival de Halloween do Largo da Batata reunirá o melhor da gastronomia urbana e da diversão ao ar livre, com DJ comandando as pick-ups ao som de clássicos do rock e do pop.

“Queríamos criar uma experiência imersiva e divertida, que unisse o clima das antigas Noites do Terror à energia do Largo da Batata, espaço que já é ponto de encontro da gastronomia e do entretenimento. O Halloween é uma data que desperta a imaginação, e nada melhor do que celebrar isso nas ruas, com música, comida boa e sustos garantidos”, complementa Guilherme Caetano, cofundador do Cola em Sampa.

Mais do que uma festa, o 1º Halloween do Cola em Sampa, no Largo da Batata, é um convite para todas as idades se conectarem com o universo das trevas de forma lúdica e criativa, onde o medo vira diversão, e o final de semana se enche de mistério, risadas e magia.

Serviço
1º Halloween do Cola em Sampa

Data: 1 e 2 de novembro

Horário: das 11h às 22h

Horário do concurso de fantasias: às 19h (sábado e domingo)

Premiação: R$ 1 mil, sendo R$ 500 para o primeiro colocado, R$ 300 para o segundo e R$ 200 para o terceiro.

Local: Largo da Batata, Pinheiros (a 1 minuto da estação Faria Lima do Metrô)

Entrada: Gratuita

Pet friendly

Promoção e organização: Cola em Sampa

Apoio: Subprefeitura de Pinheiros

Sobre o Cola em Sampa – Criado há quatro anos por Priscila Arantes, Guilherme Caetano e William Vendramini, o canal digital especializado em gastronomia traz por meio de blog, TikTok, Instagram e YouTube,  dicas de eventos e endereços em São Paulo, onde os amantes da gastronomia podem saborear os melhores lanches, pratos da culinária brasileira e internacional. Saiba mais no Instagram/@colaemsampa.

Dança

MULHERES EM CENA promove intercâmbios entre artistas envolvendo relações entre corpo, arte, cena e vida em sua 9ª edição

Matéria: Divulgação
Fotos: Cláudio Gimenez

Potentes e talentosas artistas da dança e da performance revelam ao público seus trabalhos na 9ª edição da Mostra Mulheres em Cena, idealizada pela Cia. Fragmento da Dança. A programação, que inclui espetáculos, oficinas e compartilhamentos de processos, acontece de forma gratuita no Centro de Referência da Dança (CDR), entre os dias 17 e 20 de setembro.

A mostra tem como propósito interseccionar a produção artística e o debate reflexivo numa perspectiva dialógica e agregadora. A ideia é, para além de difundir trabalhos protagonizados por mulheres e promover o debate sobre práticas feministas, construir intercâmbios entre artistas envolvendo corpo-arte-cena-vida.

Desde a primeira edição, em 2018,  a mostra recebeu, ao todo, 84 trabalhos nas linguagens de dança, teatro e performance e realizou uma série de ações formativas, conversas, fóruns, além de um intercâmbio imersivo com artistas de diferentes regiões do Brasil e edições que aconteceram fora da cidade de SP.

“Que outros imaginários produzimos com nossos testemunhos, denúncias e modos de estar em cena? Quais estratégias criamos para que outras narrativas estejam no mundo a partir das nossas falas e corpos? Desde que o projeto nasceu o nosso desejo é construir um espaço imersivo onde todas as artistas acompanham e assistem umas às outras, facilitando a criação de redes e parcerias”, revela Vanessa Macedo, idealizadora da mostra.

Cada edição do projeto assume um tamanho e enfoque específico, dependendo dos financiamentos e colaborações conquistados, de modo que tem sido uma realização ininterrupta, mesmo quando os apoios são escassos.

Nesta de 2025,  o recorte  reúne trabalhos em andamento que realizam sua estreia,  primeira abertura pública ou, ainda,  a  versão atual de pesquisas que propõem dramaturgias em trânsito, que vão se modificando no tempo. Assim, a programação promove o encontro entre artistas que já estiveram em alguma edição anterior e outras que chegam pela primeira vez.

Os trabalhos apresentados colocam em cena uma perspectiva situada dos fazeres artísticos dessas mulheres, nos quais poética e política não se dissociam e os debates não perdem de vistas questões do nosso tempo envolvendo, principalmente, gênero, raça, território e geração.

Destaques da programação

A anfitriã Cia. Fragmento de Dança abre a programação com o espetáculo ATO, no dia 17, às 19h, na praça em frente ao CRD. O trabalho é uma espécie de manifesto escrito por gestos, de orquestra movida por corpos. O coletivo convida artistas para se juntarem ao elenco, construindo uma estrutura coreográfica que convoca o movimento em uníssono para fortalecer a imagem do grupo.

Em seguida, às 20h, a artista curitibana Ludmila Aguiar apresenta Céu da Boca, uma dança que se faz de cócoras, vai de encontro com a garganta, o grito e o chão. Trata-se de uma dança que é manifesto contra as armadilhas do patriarcado e cria gestos e contornos para mover as histórias indigestas e aspirar futuros por vir.

A intérprete e criadora paulistana Patrícia Pina encena ARAPUCA no dia 18, às 19h. O solo performático emerge como um manifesto artístico frente às estruturas opressoras de racismo, sexismo e machismo que historicamente violentam a dignidade de grupos marginalizados.

E, na sequência, a criadora Saolla Sousa mostra seu Canto da Sereia, espetáculo permeado por códigos do imaginário social sobre um corpo feminino, a partir da figura desse ser mítico abissal e aquático. Ou seja, uma corpa quimera mostra seus encantos de sedução e sua voracidade como predadora!

Entre as atrações do dia 19, está a paulista Lua Oliveira com seu Prólogo, às 19h. Neste concerto-espetáculo solo, o corpo está em trânsito, a música encontra o teatro, e o tempo se dobra para revelar os caminhos trilhados por musicistas ao longo da história e os desvios, quedas e resistências que marcaram suas trajetórias.

Já a multi-artista Rosa Antunã, de Belo Horizonte, mostra na sequência seu espetáculo A Dança da Mulher-Árvore. O trabalho faz parte de uma pesquisa autobiográfica, na qual a artista revisita sua ancestralidade com uma abordagem do ponto de vista das mulheres, trazendo uma paisagem histórica sobre o machismo estrutural ainda tão presente em nossa sociedade contemporânea.

Por fim, a curitibana Gladis das Santas abre ao público o espetáculo A 100 graus  celsius, no dia 20, às 19h. O trabalho tem como inspiração uma comparação entre a resiliência das mulheres e das bactérias termodúricas, que prosperam em temperaturas elevadas e sobrevivem à pasteurização e outras condições bem adversas.

Já a potiguar Ana Cláudia Viana apresenta na sequência a obra coreográfica em processo Ossos: cena inacabada. A obra nasce de uma investigação profunda sobre o corpo como território de memória e experiências. Cada gesto é um retorno, um mergulho nas camadas mais profundas do ser, onde dor, fragilidade e potência coexistem como forças transformadoras. A ancestralidade ocupa um lugar central na obra, e no corpo, o eco das lutas, resiliências e pertencimentos.

Todas essas artistas também participam de oficinas, bate-papos, partilhas de processos e outras atividades. A programação completa e as inscrições para essas atividades podem ser conferida em https://www.ciafragmentodedanca.com.br/mulheres-em-cena

Ficha Técnica

Idealização e curadoria: Vanessa Macedo

Realização: Cia Fragmento de Dança

Artistas: Ana Claudia Viana, Gladis das Santas,  Lua Oliveira, Ludmila Aguiar Veloso, Patrícia Pina, Rosa Antunã e Saolla Sousa.  Cia Fragmento de Dança: Cinthia Tomaz, Gabriela Ramos, Leticia Almeida, Lua Oliveira, Maitê Molnar, Marcela Paez, Maria Basulto, Marina Dantas, Patrícia Pina e Sandra Valenzuela

Direção de produção: Luciana Venancio – Movicena Associação Cultural

Coordenação técnica: Giovanna Gonçalves

Designer gráfico e social mídia: Leticia Mantovani

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Responsável por agendamento de público: Gabriela Ramos

APOIO: ONG FINAC, Centro de Referência da Dança (CRD), Prefeitura de São Paulo.

Serviço

Mostra Mulheres em Cena – 9ª edição

Quando: 17 a 20 de setembro

Quanto: Grátis

Centro de Referência da Dança (CRD) – Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo – Centro Histórico de São Paulo

Teatro

UMA RAPSÓDIA PARA SARAH BERNHARDT faz 1 mês de temporada gratuita na Biblioteca Mário de Andrade

Matéria: Divulgação
Foto: João Caldas

Inspirado na trajetória de vida da atriz francesa Sarah Bernhardt (1844- 1923), considerada por muitos “a atriz mais famosa da história”, o espetáculo propõe uma reflexão sobre os desafios e conquistas das mulheres no universo teatral. O espetáculo se apresenta às segundas-feiras de julho, às 19h, no teatro da Biblioteca Mário de Andrade.

Ao trazer pra cena a história de Sarah Bernhardt, o espetáculo celebra uma mulher que desafiou as normas de sua época, enfrentando a discriminação por sua postura irreverente e inovadora. Bernhardt se tornou um símbolo de força e empoderamento, não apenas por sua brilhante atuação no palco, mas também pela ousadia em quebrar convenções sociais, solidificando-se como uma das maiores atrizes de todos os tempos.

Simultaneamente, o espetáculo apresenta uma atriz contemporânea brasileira, que, diante dos desafios da profissão, se dedica à criação e produção de um espetáculo sobre Sarah Bernhardt. Essa conexão entre passado e presente, resulta em uma rapsódia cômico-dramática que revela pontos em comum ao longo da história, como o etarismo e a constante luta das mulheres no universo artístico.

A trilha sonora do espetáculo, elaborada pelo Maestro João Maurício Galindo, destaca-se por resgatar a obra de grandes compositoras contemporâneas de Sarah Bernhardt, como Lili Boulanger e Cécile Chaminade. Essa escolha cria um diálogo profundo entre a trilha sonora e o texto e valoriza a presença feminina nas artes.

A peça também explora a relação de Sarah Bernhardt com o Brasil, país onde se apresentou diversas vezes, sendo o palco de um acidente que resultou na amputação de uma de suas pernas.

Uma Rapsódia para Sarah Bernhardt é uma homenagem ao poder da arte e ao papel transformador das mulheres. Um espetáculo para aqueles que buscam, para além do entretenimento, uma reflexão sobre temas contemporâneos e universais.

SINOPSE

O espetáculo solo é uma experiência imersiva na vida da lendária atriz francesa Sarah Bernhardt, que revolucionou o teatro mundial. A narrativa começa com uma atriz contemporânea, no processo de criação de uma performance sobre Bernhardt, e, à medida que a trama se desenrola, momentos emblemáticos da trajetória da grande atriz ganham vida no palco.

Sobre LUCIANA CARNIELI (Atriz e Autora)

Atriz e dramaturga formada pela Escola de Arte Dramática/ ECA/ USP. No teatro, atuou em espetáculos de variados estilos – musical, comédia e drama – dirigidos por Jô Soares, Gabriel Villela, Marcelo Lazzaratto, Débora Dubois, Eduardo Tolentino de Araújo, Marcia Abujamra, Cássio Scapin, Alexandre Reinecke, entre outros. Na TV atuou em novelas e seriados da TV Globo, GNT e TV Cultura, sendo dirigida por diretores como Maurício Farias, Hugo Prata, Denise Sarraceni e Luís Villaça.

Foi indicada aos Prêmios: Bibi Ferreira, por seu trabalho em “Primeiro Hamlet”, APCA e Aplauso Brasil, por seu trabalho em “Amar, Verbo Intransitivo”, também ao Prêmio Aplauso Brasil por seu trabalho em “Roque Santeiro, o Musical” e aos prêmios Bibi Ferreira de Teatro Musical e Prêmio Qualidade Brasil por sua atuação no espetáculo musical “Lampião e Lancelote”, sendo vencedora do Prêmio Femsa por este trabalho.

Sobre ELIAS ANDREATO (Diretor)

Ator de teatro, cinema e televisão, diretor e muitas vezes roteirista dos seus próprios trabalhos. Sua busca é pela humanidade dos personagens que interpreta e seus espetáculos frequentemente questionam o papel do artista na sociedade e a relação com seu tempo. Construiu uma carreira sólida feita, acima de tudo, pela escolha por personagens/personalidades que pudessem traduzir esse pensamento – Van Gogh, Oscar Wilde, Artaud, são exemplos dessa escolha e resultaram em interpretações marcantes que garantiram a ele um lugar especial no teatro brasileiro.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Atuação: Luciana Carnieli 

Direção: Elias Andreato

Trilha Sonora: Maestro João Maurício Galindo

Figurino: Marichilene Artisevskis

Iluminação: Sylvie Laila

Fotos: João Caldas Filho

Vídeo: Seh Marques

Realização: Luminária Produções Artísticas

SERVIÇO

Local: Biblioteca Mário de Andrade/ Auditório

Endereço: Rua da Consolação, 94 – República

Datas: Segundas -feiras –  07, 14, 21 e 28 de julho / Horário: 19hs

Duração: 60 minutos Classificação: 12 anos.

Ingressos: Gratuitos/  disponíveis 1 hora antes na Bilheteria do Teatro.

Teatro

NÃO FOSSEM AS SÍLABAS DO SÁBADO, dias 17 e 18 de junho

Matéria: Divulgação
Fotos: Tomás Franco

 

Um trágico e absurdo acidente que muda a vida de duas mulheres é tema de Não Fossem as Sílabas do Sábado, uma adaptação para o romance da escritora e defensora pública Mariana Salomão Carrara, que levou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2023. O espetáculo, que estreou em 2024 e rendeu à Liana Ferraz, o Prêmio Shell de melhor dramaturgia, agora ganha duas novas sessões no Centro Cultural São Paulo (CCSP), nos dias 17 e 18 de junho, às 20h.  

A peça tem ainda direção de Joana Dória e elenco formado por Carol Vidotti e Fábia Mirassos. A ideia de transportar o romance para o palco surgiu de um encontro casual entre Vidotti e a autora Mariana Salomão Carrara na plateia de outro espetáculo, em junho de 2023.

“Eu perguntei para a Mariana se ela já tivera um livro seu adaptado para o palco e ela disse que adoraria que isso acontecesse. Nesse instante, a semente do projeto brotou na minha cabeça. Voltei para casa completamente eufórica, entendendo que ‘Não fossem as sílabas do sábado’ era a história que eu vinha buscando para contar numa peça. Tinha lido o livro numa quinta-feira de janeiro e me envolvido profundamente com essas personagens”, revela Vidotti, que assina a idealização da montagem.

A trama se passa em uma manhã de sábado, quando Ana, que está em uma loja de molduras, liga para seu marido André, pedindo ajuda para carregar o quadro com o pôster do filme favorito do casal. Como a casa dos dois fica ali perto e André está demorando muito, a esposa começa a suspeitar do atraso.

Um trágico acidente muda a vida de Ana e de sua vizinha Madalena, que moram no mesmo prédio, mas mal se conhecem: o marido de Madalena, ao pular da janela, desaba justamente sobre André. A partir de então, o que une as duas viúvas passa a ser justamente o que as separa. Em uma rotina de ausências, elas vão se aproximando e, juntas, atravessam a dor, a chegada de uma criança e as agruras do recomeço. Assim, nasce uma amizade que, talvez, expanda o que se entende por família.

“O luto vertiginoso que a narradora atravessa, as dores de ter seu plano de futuro perfeito destruído, as dificuldades com a maternidade, e a maneira como, acima de tudo, essas duas mulheres constroem uma relação de amizade e reformulam juntas o entendimento de família eram temas que vinham de encontro às minhas inquietações artísticas”, acrescenta Vidotti.

Sobre a sensação de ver seu romance adaptado para a cena, Mariana Salomão Carrara relata: “Descobri que dentro da minha cabeça de escritora, possivelmente dentro de qualquer cabeça de escritora, existe uma espécie de palco. Só me dei conta disso quando vi, num ensaio, as atrizes materializando as palavras que em algum momento escutei dentro da minha cabeça.  Fiquei muito emocionada e perdida ouvindo a conversa num léxico que não é o meu – figurino, sombras, refletores – tentando compreender esse fenômeno que é tragarem para fora do livro e da cabeça de escritora essas vidas e essas dores que parecia que eu estava conhecendo de verdade apenas ali”.

A adaptação da obra para os palcos vem como disparador de temas caros de trazer para o debate público, como vida e impermanência, memória e apagamento, maternidade e luto, resistência e recomeços, amizade e amor. Tudo sob uma perspectiva feminina.

Liana Ferraz, que adaptou a obra, comenta: “ganhar o Shell com a adaptação de um livro para os palcos celebra a união de duas linguagens que têm se revelado potentes e complementares. Além da consagração da literatura em cena, a peça aborda um tema que tem me mobilizado muito. A obra fala sobre amizade entre mulheres. E, não se enganem, não há nada de trivial nisso. Mulheres que se reconhecem como novas configurações de comunidade, de trabalho, e de família, salvam as vidas umas das outras todos os dias”, completa.

Já a diretora Joana Dória revela que se encantou pelo encontro das duas mulheres. “Mergulhamos no processo criativo querendo fazer peça do romance: manter seus traços estilísticos, suas imagens e adjetivos; explorar seu ritmo, seus fluxos, seus jorros, o transbordamento de palavras; e ter nossa prática teatral movimentada pela matéria da literatura. Como o texto literário pode ser transformado em expressão performativa, sonora, espacial e plástica? Como essas diferentes abordagens textuais podem dialogar entre si na criação cênica, sem que percamos de vista o objetivo simples de ser veículo de uma boa história?”, indaga.

Além dos temas discutidos pela peça, as artistas destacam a importância de se trazer ao público uma adaptação de uma obra literária, instigando e incentivando as pessoas a tornar o ato de ler, acima de um hábito, uma prática social significativa para um avanço de nossa capacidade de estar no mundo.

Ficha Técnica:

Direção: Joana Dória

Elenco: Carol Vidotti e Fábia Mirassos

Dramaturgia: Liana Ferraz

Autora: Mariana Salomão Carrara

Direção de movimento: Nina Giovelli

Assistência de direção: Abel Xavier

Trilha Sonora: Pedro Semeghini

Cenografia: Andreas Guimarães

Figurino: Érika Grizendi

Visagismo: Fábia Mirassos

Projeções e mapping: Vic von Poser

Desenho de luz: Henrique Andrade

Direção técnica: Giovanna Gonçalves

Cenotécnico: José Da Hora  

Fotos: Tomás Franco

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Assessoria de Comunicação

Idealização: Carol Vidotti

Produção: Paula Malfatti

Coordenação geral: Carol Vidotti

Sinopse 

Ana e Madalena são vizinhas, moram no mesmo prédio, mas mal se conheciam até um fato trágico marcar a vida das duas e mudar os rumos de suas histórias. O marido de Madalena, ao pular da janela, desaba justamente sobre o marido de Ana. E, a partir disto, o que as une é o que as separa. Na rotina das ausências, as duas viúvas vão se aproximando: atravessam a dor, a chegada de uma criança, as agruras do recomeço. Nasce uma amizade, que talvez expanda o que se entende por família. Não fossem as sílabas do sábado é uma adaptação teatral do romance homônimo de Mariana Salomão Carrara. Vencedora do Prêmio Shell e indicada ao Prêmio APCA, ambas na categoria dramaturgia, assinada por Liana Ferraz.

Serviço

Não Fossem as Sílabas do Sábado

Apresentações: 17 e 18 de junho de 2025, na terça e na quarta, às 20h

Centro Cultural São Paulo – Sala Ademar Guerra – Rua Vergueiro, 1000. Liberdade

Ingressos: gratuitos, distribuídos 2h antes na bilheteria do teatro

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Capacidade: 100 lugares 

Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

 

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