A força do pensamento livre e os embates históricos da filosofia retornam aos palcos de São Paulo em uma dobradinha teatral imperdível. O público terá a oportunidade de assistir, em sequência, aos espetáculos “O Deus de Spinoza” e “O Julgamento de Sócrates”. Ambos os textos são assinados por Régis de Oliveira, desembargador aposentado, jurista e um profundo amante da filosofia. Com uma escrita elegante e totalmente acessível, o autor cumpre a missão de aproximar do grande público os dilemas dos maiores pensadores do mundo, provocando reflexões urgentes sobre o nosso próprio tempo.


"Eu sempre me dediquei ao pensamento e à reflexão. A intenção de levar essas histórias ao teatro é localizar esses autores em seu tempo, humanizá-los e mostrar como os donos do poder sabem manipular as multidões através do medo", explica o autor Régis de Oliveira.


Duas peças diferentes, que retratam pensamentos e ideais de distintas épocas: a Grécia Antiga e a Europa do Racionalismo, século XVII. As peças têm um intervalo de 40 minutos entre elas, mas venda de ingressos é individual, permitindo que o espectador escolha assistir a uma delas ou fazer uma deliciosa maratona filosófica e cultural. Ou aproveitar o intervalo para passear e conhecer o belo prédio B32, conhecido como o “da baleia”, na Faria Lima. Serão 6 apresentações de cada espetáculo, a partir de 4 de setembro, no Teatro B32.


Sobre os espetáculos


O Deus de Spinoza


A peça retrata o jovem filósofo judeu Baruch de Spinoza no Século de Ouro dos Países Baixos. Ao desafiar os dogmas de sua religião e defender a união profunda entre Deus e a Natureza, ele passa a ser perseguido pelo Conselho de Rabinos. A história cobre desde sua condenação e exílio (o Herem, em 1656) até a sua morte em 1677. Dirigido por Luiz Amorim, traz no elenco Bruno Perillo, Juliano Dip, David Kullock, Roberto Borenstein e Guilherme Uzeda, convidado especial para esta temporada, e o próprio Luiz Amorim. O espetáculo conta com músicas sefarditas do século XVII executadas ao vivo em língua ladina.


Sinopse


A peça mostra a comunidade judaica incomodada com o pensamento do jovem judeu Baruch de Spinoza. Filho de imigrantes portugueses acolhidos em Amsterdã, ele afronta os costumes e preceitos de sua religião. Na tentativa de convencê-lo a ser um bom cidadão, os membros do Conselho de Rabinos Notáveis apresentam formas de conversão. Se Spinoza não aceitar, poderá ser julgado, condenado e exilado. Ele expõe todo o seu pensamento a seu amigo, Jan Rieuwertsz, editor de livros, com quem pode desabafar e contar de seus planos futuros. Um convite à reflexão e à liberdade de pensamento.


O Julgamento de Sócrates


Baseado em três obras clássicas de Platão (A Apologia de Sócrates, Críton e Fédon), o espetáculo mostra o pai da filosofia ocidental no banco dos réus em Atenas. Acusado de corromper a juventude e profanar os deuses da cidade, Sócrates se recusa a fugir e enfrenta seu destino com lógica implacável e ironia sagaz. Direção de Bruno Perillo e protagonizado pelo experiente ator Luiz Amorim no papel de Sócrates.O espetáculo é embalado por música grega ao vivo executada por uma banda no palco.


Sinopse


Em uma Atenas tomada pela tensão entre tradição e pensamento livre, Sócrates — o filósofo que desafiava certezas e incitava a juventude a questionar — é arrastado ao tribunal. Acusado por cidadãos atenienses de corromper os jovens e de profanar os deuses da cidade, ele enfrenta seu destino com ironia sagaz e lógica implacável. Não suplica por clemência, mas defende a vida como um dever sagrado, transformando sua apologia num manifesto sobre liberdade e integridade.


Ficha técnica:

Texto: Régis de Oliveira

Direção e adaptação: Luiz Amorim

Direção musical: Marcus Veríssimo

Elenco: Bruno Perillo, Juliano Dip, David Kullock, Luiz Amorim, Roberto Borenstein/Wagner Vaz

Musicistas: Marcus Veríssimo, Margot Lohn/Nalini Menezes e Gabriel Ferrara.

Desenho de luz: César Pivetti

Figurinos: João Pimenta

Cenografia: Evas Carretero

Visagismo: Beto Franca

Técnico e operador de luz: Venício Alvarenga Jr.              

Contrarregra: Magnus Odilon

Camareira: Mirtes Ladeira

Fotografia: Ronaldo Gutierrez - @fotosgutierrez

Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação

Designer gráfico: Luciano Alves

Direção de produção: Luiz Amorim

Produção: RFO Produções Culturais

Instagram: @odeusdespinoza


Serviço:

Gênero: Drama filosófico

Quando: 04 e 05 de setembro (21h) e 06, 13, 20 e 27/09 (17h)

Local: Teatro B32 (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.732, Itaim Bibi, São Paulo/SP)

Ingressos: a partir de R$ 40,00

Duração: 80 minutos

Classificação: 12 anos

Capacidade: 490 lugares

Valet | acessibilidade


O Julgamento de Sócrates


Ficha técnica:

Texto: Regis de Oliveira

Direção: Bruno Perillo

Cenografia e figurinos: Chris Aizner

Iluminação: Cesar Pivetti

Direção de movimento: Marina Caron

Direção musical: Bruno Perillo

Técnico e operador de luz: Venício Alvarenga Jr.              

Contrarregra: Magnus Odilon

Camareira: Mirtes Ladeira

Fotografia: Ronaldo Gutierrez - @fotosgutierrez

Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação

Designer gráfico: Luciano Alves

Direção de produção: Luiz Amorim

Produção: RFO Produções Culturais

Instagram: @julgamentodesocrates


Serviço:

Gênero: Drama filosófico

Quando: 04, 05, 06, 13, 20 e 27/09 (19h)

Local: Teatro B32 (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.732, Itaim Bibi, São Paulo/SP)

Ingressos: a partir de R$ 40,00

Duração: 80 minutos

Classificação: 12 anos

Capacidade: 490 lugares

Valet | acessibilidade


Régis de Oliveira que além de desembargador renomado, é uma pessoa pública de notório saber, ex-deputado - já foi até prefeito da cidade de São Paulo - é também romancista e autor de vários livros. Dedicado ao estudo da Filosofia, ele estreou no mundo da dramaturgia com a peça “ O Deus de Spinoza”, seguida de “O Julgamento de Sócrates”. “Eu sempre me dediquei ao pensamento e à reflexão. E já há anos tenho professores particulares ou consultores, especialmente para a Filosofia. Para escrever esta obra, contei muito com a assessoria do Professor Maurício Marsola, que me conduziu na interpretação de Spinoza”, diz nosso autor. E segue: “Também tive assessoria para o estudo da filosofia e da doutrina judaica, tão importantes para entender a condenação de Spinoza, contextualizá-la e também para contar essa história. Spinoza é um dos mais notáveis filósofos de todos os tempos. A peça não é um estudo biográfico nem de análise de sua obra. Trata-se de localizar o autor em seu tempo, imaginar os confrontos que teve por força de sua crença religiosa em face de outra”.


Bruno Perillo é ator e diretor teatral. Iniciou sua carreira em 1994. Fez parte de dois grupos teatrais de grande importância no cenário brasileiro: Grupo Tapa (1994–2001) e Folias D’Arte (2001–2012). Realizou workshop com o diretor inglês Declan Donellan (2008) e Master Class com o dramaturgo inglês Sir David Hare (2009). Pós-graduado em Direção Teatral pela Escola Superior de Artes Celia Helena (2013), recebeu indicações para prêmios como Shell (2009, direção musical de Querô), APCA (2019, direção de Chernobyl) e Aplauso Brasil (2019 e 2023). Em 2023, apresentou O Beijo no Asfalto no Festival Internacional de Cali, na Colômbia.


Como encenador, dirigiu O Julgamento de Sócrates (de Regis de Oliveira), Copo Vazio (de Angela Ribeiro), Chernobyl (de Florence Valéro), O Beijo no Asfalto (de Nelson Rodrigues), A Vida em Vermelho (de Aimar Labaki), Tango (de Priscila Gontijo), Ato a Quatro (de Janie Bodie), O Campo (de Martin Crimp), Velhos Tempos (de Harold Pinter), Ânsia (de Sarah Kane), Cabaret Luxúria (de Rachel Ripani), Swallow (de Stef Smith), Nada Mais Foi Dito (de Luis Francisco Carvalho) e Lorelay (de Marie Darrieaussecq).


Como ator, atuou em mais de 30 peças, além de novelas, filmes e séries. No cinema, participou de Salve Geral (Sergio Rezende), Onde Andará Dulce Veiga (Guilherme de Almeida Prado), O Último Chá (David Kullock), Amparo e Mario Wallace Simonsen (Ricardo P. Silva), A Felicidade de Margô (Mauricio Eça).


Na TV, esteve em Viver a Vida, Belíssima, Passione (Globo), Carrossel (SBT), e séries como O Negócio, Surtadas na Yoga, Buu, entre outras.


Luiz Amorim é ator, locutor, dublador e produtor cultural. Atua também em publicidade, locução e dublagem em filmes, séries, animes, etc. Últimas peças em cartaz: “O Dilema de Sidgwick”, O Julgamento de Sócrates”, “O Jardim das Cerejeiras", da Cia da Memória, sob direção de Ruy Cortez, e 'O Deus de Spinoza'" sob sua direção. Fez "O Vendedor de Sonhos”, de Augusto Cury, e os espetáculos “Di Repente”, "3 X Tebas", "O Fantasma da Ópera", "Tieta o Musical", "FuenteOvejuna", "Deus Lhe Pague", "Sete Minutos", "Viva o Demiurgo". Realizou os espetáculos infantis "A Sopa de Pedras", "O Macaco Juiz", "Beijo Não ", de Tatyana Belinky com o Grupo Luz e Ribalta, "O Circo do Picapau Amarelo" com a Circo & Cia, "O Planeta Lilás", "Boi Fubá", "Xigui", "O Príncipe e o Sábio", com o Grupo Pó de Guaraná, entre outros. Trabalhou com Antônio Fagundes, Bibi Ferreira, Antunes Filho, Lucélia Santos, Antônio Abujamra, Hugo Possolo, entre tantos nomes importantes. Fez Cinema (Fatalidade, Silvio Santos vem aí, Sábado, Ponte Aérea, De Passagem...), TV (Chiquititas, Maria do Bairro, Seus Olhos).