Elementos como projeções e iluminação dinâmica
mantêm a magia original, aproximando o fantástico do cotidiano [...]
com este trabalho, Tom Arruda e sua equipe celebram
o legado de Maria Clara Machado,
conferindo a este clássico uma perspectiva vibrante e atual.
Kyra Piscitelli
Crítica Teatral
Pluft, o Fantasminha, escrita por Maria Clara Machado, é a obra mais importante do teatro infantil brasileiro. A história do fantasminha que tem medo de seres humanos chega a São Paulo no dia 14 de agosto, no Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho, com temporada gratuita.
A direção artística é assinada pelo produtor e diretor Tom Arruda, que se mantém fiel ao texto, mas inova não só na concepção do imaginário da obra, como na avant-première da peça, que terá uma noite de gala para convidados no dia 10 de agosto, às 20h, no CCSP.
O enredo gira em torno do rapto da menina Maribel pelo malvado pirata Perna-de-Pau, que a esconde no sótão de uma velha casa abandonada para forçá-la a revelar a localização de um tesouro escondido. É neste local que vive Pluft com sua mãe — famosa por seus pastéis de vento — e seu Tio Gerúndio, que passa o dia dormindo em um baú. Ao encontrar Maribel, o fantasminha precisará superar o seu pavor de pessoas para ajudá-la a fugir.
A inovadora montagem aposta em uma experiência multissensorial. Arruda cuidou pessoalmente de cada aspecto da produção para envolver o público com sensibilidade e apuro estético. O sótão em que a família de fantasmas vive ganha cores, com cenários e figurinos feitos à mão com tecidos e adereços que remetem às festas populares. A proposta visual integra o fantástico à realidade, unindo recursos tecnológicos, como projeções digitais, ao universo do circo, do teatro de rua e da cultura popular. O elenco multidisciplinar demonstra versatilidade ao dominar técnicas de atuação, música, dança, teatro de animação e circo contemporâneo.
“O resultado é um espetáculo pensado para toda a família: crianças se divertem com o movimento, jovens se identificam com a estética dinâmica, adultos redescobrem a magia atemporal e os mais velhos compartilham com as novas gerações uma história que marcou suas próprias infâncias”, resume a crítica teatral Kyra Piscitelli.
Serviço:
Pluft, o Fantasminha
Gênero: Infantil
Quando: dias 14, 15, 16, 20, 21, 29 e 90 de agosto, 3, 4, 5 e 6 de setembro e 7, 8 e 9 de outubro, sempre às 15h
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000, Liberdade, São Paulo/SP)
Ingressos: Gratuitos
Duração: 60 min
Classificação etária: Livre
Capacidade: 324 lugares
Acessibilidade | Cafeteria
Ficha técnica:
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualdo e Dorinha
Dramaturgia: Maria Clara Machado
Idealização: WWTom Produtora e TAUN produções artísticas
Direção artística: Tom Arruda
Elenco: Anderson Neves, Carolina Alcântara, Doni Gadêlha, Valdir Santos, Sanvarez, Robson Turok, Flavio Passos, Douglas Britto
Trilha sonora: PC Carvalho
Operação / técnico de som: Arnaldo D'Avila
Cenografia: Tom Arruda
Fabricação cenografia: Ocenica Cenografia
Criação e operador luz: Eltom Ramos
Figurino: Tom Arruda
Criação e confecção de boneco: Pablo Marck
Adereços: Pablo Marck e Tom Arruda
Videografia / cenotécnicos: Anjoscenicos
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualdo e Dorinha
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualda e Dorinha
Operação de som: Arnaldo D'Ávila
Designer / identidade visual: Tadeu Pereira
Fotografia: Pablo Marck
Standin: Guilherme Franco, Pedro Rebeschini e Jadson Sanjes
Mídias sociais e colaboração de textos: Kyra Piscitelli
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação e Andrea Duarte
Assessoria jurídica: Renan Teiji Tsutsui / RTT Advogados
Direção de produção e coordenação de produção: Taun Produções Artística e WWTom Produtora
Produção executiva: Taun Produções Artística
Assessoria contábil: Onix Contabilidade
Sobre a autora
Maria Clara Machado (1921–2001) foi uma figura fundamental para a dramaturgia brasileira, sendo considerada a maior autora de teatro infantil do país. Sua trajetória é marcada pela criação de 27 peças infantis, além de diversos textos voltados para o público adulto e livros infantis.
O motor criativo de Maria Clara era sua profunda confiança na inteligência da criança. Ela não escrevia com tom simplista ou infantilizado; pelo contrário, estruturava suas peças com o rigor dramatúrgico de um clássico, comparável ao estilo de Molière. A autora acreditava no teatro como uma ferramenta vital de formação humana e artística, dedicando sua vida não apenas à escrita, mas também à fundação da escola de teatro O Tablado, que se tornou um celeiro de talentos no Brasil.
Sua genialidade era nutrida pelo convívio familiar com a elite intelectual da literatura moderna latino-americana, como Vinícius de Moraes e Pablo Neruda, amigos de seu pai, o escritor Aníbal Machado. Esse ambiente, aliado a uma formação que incluiu estudos em Londres, conferiu à sua obra uma qualidade poética e técnica que atravessa gerações.
O processo de Pluft, o Fantasminha Pluft, o Fantasminha, sua obra de maior projeção, foi escrita em apenas uma semana. Curiosamente, o texto foi concebido originalmente com a intenção de ser uma peça para teatro de bonecos.
Sobre o diretor
Tom Arruda possui vasta trajetória no teatro, na produção de programas televisivos e na realização de grandes eventos. Sua atuação diretiva caracteriza-se pelo envolvimento prático e profundo em todas as etapas da encenação. A polivalência de sua prática manifesta-se na participação direta na concepção de figurinos, adereços e cenários, integrando visão artística e execução técnica.
Esta atenção aos detalhes confere às suas produções um caráter autoral. Em Pluft, o Fantasminha, Arruda cuidou pessoalmente de cada aspecto da produção, aplicando esse rigor ao buscar a linguagem necessária para envolver o público com sensibilidade e apuro estético. O resultado desse processo é um espetáculo que convida o espectador a imergir no universo lúdico concebido pelo diretor.